Source: https://lightnote.com.br/ajuda
Language: Português (Brasil) (Portuguese (Brazil))
Product: LightNote — lightweight code and notes editor for Windows
Site: https://lightnote.com.br
# Ajuda do LightNote
Editor leve de código e notas para Windows. A **barra lateral** lista as seções e acompanha o que você está lendo; os botões **Início** e **Voltar** no topo da janela retornam ao começo, e o campo **Buscar** procura no texto da ajuda (Enter avança; F3 / Shift+F3 navegam). Pressione **F1** a qualquer momento para abrir esta ajuda já na seção da tela atual.
## Índice
**Edição**
- [Visão geral](https://lightnote.com.br/ajuda#inicio)
- [A pasta-raiz e a janela](https://lightnote.com.br/ajuda#ws-raiz)
- [Criar arquivos](https://lightnote.com.br/ajuda#ws-novo)
- [Arquivos avulsos e favoritos](https://lightnote.com.br/ajuda#ws-avulsos)
- [O Explorador](https://lightnote.com.br/ajuda#ws-explorador)
- [Menus e zoom](https://lightnote.com.br/ajuda#ws-menus)
- [Abrir, realçar e formatar](https://lightnote.com.br/ajuda#ed-abrir)
- [Multi-cursor, histórico e definição](https://lightnote.com.br/ajuda#ed-editar)
- [Minimap e operações de texto](https://lightnote.com.br/ajuda#ed-minimapa)
- [Modos de exibição](https://lightnote.com.br/ajuda#md-modos)
- [Blocos de código](https://lightnote.com.br/ajuda#md-codigo)
- [Dobrar, fixar e exportar](https://lightnote.com.br/ajuda#md-dobrar)
- [Edição formatada](https://lightnote.com.br/ajuda#md-formatada)
- [Imagens, links e wikilinks](https://lightnote.com.br/ajuda#md-imagens)
- [Caixas, notas de rodapé e marcação rica](https://lightnote.com.br/ajuda#md-caixas)
- [Cabeçalhos, pasta e texto](https://lightnote.com.br/ajuda#md-cabecalhos)
- [Propriedades, tema e zoom](https://lightnote.com.br/ajuda#md-propriedades)
- [Como funciona](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-basico)
- [Sequência, entidades, classes e estados](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-sequencia)
- [Linha do tempo, jornada, quadrantes e Gantt](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-tempo)
- [Mapa mental, requisitos, Git e C4](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-estrutura)
- [Quadro, gráficos e pacote](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-graficos)
- [Grade, áreas, arquitetura, fluxo e ZenUML](https://lightnote.com.br/ajuda#mermaid-grade)
- [Fórmulas (LaTeX)](https://lightnote.com.br/ajuda#mat-latex)
- [Química: mhchem e SMILES](https://lightnote.com.br/ajuda#mat-quimica)
- [Numeração e referência cruzada](https://lightnote.com.br/ajuda#numeracao)
- [Citações e referências](https://lightnote.com.br/ajuda#citacoes)
- [Grafo de conexões](https://lightnote.com.br/ajuda#grafo)
- [Abrir e consultar](https://lightnote.com.br/ajuda#tab-abrir)
- [Planilhas do Excel](https://lightnote.com.br/ajuda#tab-excel)
- [Copiar, filtrar e gráfico](https://lightnote.com.br/ajuda#tab-copiar)
- [O gráfico e a estatística](https://lightnote.com.br/ajuda#an-grafico)
- [Tabela dinâmica e totais](https://lightnote.com.br/ajuda#an-pivo)
- [Onde fica gravado, CSV e agrupar](https://lightnote.com.br/ajuda#an-gravado)
- [PDF e imagens](https://lightnote.com.br/ajuda#pdf)
- [As ferramentas](https://lightnote.com.br/ajuda#img-ferramentas)
- [Cores, espessura e borrar](https://lightnote.com.br/ajuda#img-cores)
- [Recortar, colar, girar e capturar](https://lightnote.com.br/ajuda#img-recortar)
- [Páginas HTML (.html)](https://lightnote.com.br/ajuda#html)
- [Zip como pasta (.zip)](https://lightnote.com.br/ajuda#zip)
- [Blocos (.lnb)](https://lightnote.com.br/ajuda#blocos)
- [Tarefas (Kanban / Gantt)](https://lightnote.com.br/ajuda#tarefas)
- [Tabela personalizada (.lnd)](https://lightnote.com.br/ajuda#personalizada)
- [Bases (consultas salvas sobre as notas)](https://lightnote.com.br/ajuda#bases)
**Ferramentas**
- [Buscar nos arquivos e nos documentos](https://lightnote.com.br/ajuda#bu-documentos)
- [Prévia do documento e código-fonte](https://lightnote.com.br/ajuda#bu-previa)
- [Realce, marcas e Pendências](https://lightnote.com.br/ajuda#bu-marcas)
- [Versionamento (Git fácil)](https://lightnote.com.br/ajuda#git)
- [Snapshots e backup](https://lightnote.com.br/ajuda#snapshot)
- [Revisar mudanças (checkpoints)](https://lightnote.com.br/ajuda#revisao)
- [Comparar arquivos (diff)](https://lightnote.com.br/ajuda#diff)
- [Executar código (F5)](https://lightnote.com.br/ajuda#executar)
- [Terminal e CLIs de IA](https://lightnote.com.br/ajuda#terminal)
- [Perguntar e editar com IA](https://lightnote.com.br/ajuda#ia-perguntar)
- [Conectar um modelo](https://lightnote.com.br/ajuda#ia-conectar)
- [Sem chave: LLM local](https://lightnote.com.br/ajuda#ia-local)
- [Aceitar, prompts e onde as ações vivem](https://lightnote.com.br/ajuda#ia-acoes)
- [Sessões e cópia isolada](https://lightnote.com.br/ajuda#ses-sessoes)
- [Ocioso, contexto e hibernar](https://lightnote.com.br/ajuda#ses-ocioso)
- [Atividade e busca por significado](https://lightnote.com.br/ajuda#ses-atividade)
- [Como funciona](https://lightnote.com.br/ajuda#chat-como)
- [Ferramentas e permissões](https://lightnote.com.br/ajuda#chat-ferramentas)
- [Sobre o que ele responde](https://lightnote.com.br/ajuda#chat-contexto)
- [Chave e conversas](https://lightnote.com.br/ajuda#chat-conversas)
- [O que fazer com a resposta](https://lightnote.com.br/ajuda#chat-resposta)
- [Testar API HTTP (.lnh)](https://lightnote.com.br/ajuda#api)
- [A conexão](https://lightnote.com.br/ajuda#db-conexao)
- [Executar e ver o resultado](https://lightnote.com.br/ajuda#db-executar)
- [O esquema](https://lightnote.com.br/ajuda#db-esquema)
- [Exportar, variáveis e transações](https://lightnote.com.br/ajuda#db-mais)
- [Conexão SSH (.lns)](https://lightnote.com.br/ajuda#ssh)
- [Segurança: Frase-Segura, PIN e Markdown Seguro](https://lightnote.com.br/ajuda#seguranca)
- [Notas diárias, captura rápida e bandeja](https://lightnote.com.br/ajuda#diarias)
- [Reencontrar notas antigas](https://lightnote.com.br/ajuda#reencontrar)
- [Suas notas no celular](https://lightnote.com.br/ajuda#celular)
- [Gravar áudio (voz, reunião) com transcrição por IA](https://lightnote.com.br/ajuda#gravar-audio)
- [Notas autoadesivas](https://lightnote.com.br/ajuda#adesivas)
- [Calendário](https://lightnote.com.br/ajuda#calendario)
- [Paleta de comandos](https://lightnote.com.br/ajuda#paleta)
**Automação (IA / scripts)**
- [Passo a passo para configurar](https://lightnote.com.br/ajuda#mcp-passos)
- [Ferramentas disponíveis](https://lightnote.com.br/ajuda#mcp-ferramentas)
- [Proxy de IA (delegar a outro modelo)](https://lightnote.com.br/ajuda#mcp-proxy)
- [Linha de comando (lnote)](https://lightnote.com.br/ajuda#cli)
**Referência**
- [Onde ficam as opções](https://lightnote.com.br/ajuda#cfg-onde)
- [Temas](https://lightnote.com.br/ajuda#cfg-temas)
- [Ferramentas, título e layout](https://lightnote.com.br/ajuda#cfg-ferramentas)
- [Modo portátil: os dados ao lado do programa](https://lightnote.com.br/ajuda#portatil)
- [Atalhos de teclado](https://lightnote.com.br/ajuda#atalhos)
- [Licença, edições e comunidade](https://lightnote.com.br/ajuda#licenca)
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## Visão geral
https://lightnote.com.br/ajuda#inicio
O LightNote abre uma pasta como **Espaço de trabalho** e mostra a árvore de arquivos à esquerda, as abas de edição à direita e a barra de status embaixo. A barrinha no topo da barra lateral alterna entre as seções **Explorador** (árvore), **Buscar**, **Versionamento (Git)**, **Histórico** do arquivo e **Pendências** (TODO/FIXME e tarefas das notas).
Além de código e notas, ele abre e edita vários formatos no lugar certo: tabelas (Parquet/CSV/JSON via DuckDB e Excel `.xlsx`), PDF, imagens (incluindo GIF animado), `.zip` como pasta, cadernos de **Blocos** (`.lnb`), quadros de **Tarefas** (`.lnt`), **tabelas personalizadas** (`.lnd`), conexões de **banco de dados** (`.lnc`) e de **SSH** (`.lns`). Tem terminal integrado, busca global (ripgrep), versionamento Git simplificado, integração com CLIs de IA, um servidor **MCP** e uma **linha de comando** (`lnote`) para automação.
Novo por aqui? O material de apresentação (o Espaço de trabalho de boas-vindas) continua acessível a qualquer momento em *Ajuda → Reabrir tour de boas-vindas*.
## Espaço de trabalho e janelas
https://lightnote.com.br/ajuda#espaco
A pasta-raiz aberta é o seu Espaço de trabalho. Apenas abri-la não cria nada; ao fechar, o LightNote grava só um pequeno arquivo de sessão (abas abertas e posição). O espaço só vira um "projeto" — com configuração própria persistida — quando você ativa o **Versionamento (Git)** ou o **MCP** em *Ferramentas → Configuração do Espaço de Trabalho*.
As **Configurações Gerais** valem para o aplicativo inteiro; a **Configuração do Espaço de Trabalho** vale só para a pasta aberta. Configuração e estado ficam num banco central, não espalhados pela pasta.
O LightNote roda como **instância única**: abrir uma segunda pasta reaproveita o processo (multi-janela, menos memória). Há ícone na **bandeja** e um **launcher** com campo de busca que lista os Espaços de Trabalho (fixe os favoritos no topo pelo menu de contexto) — veja [Notas diárias e bandeja](https://lightnote.com.br/ajuda#diarias). Cada aba pode receber uma **etiqueta de cor** pelo menu de contexto da barra de abas. Para notas repetitivas, crie uma pasta **Modelos** (ou **Templates**) com arquivos `.md` e use *Arquivo → Nova nota a partir de modelo…* Quatro modelos acadêmicos já vêm prontos na mesma lista — **Artigo acadêmico**, **Ficha de leitura**, **Caderno de laboratório** e **Protocolo de experimento**: escolher um grava o `.md` nessa pasta, e dali em diante ele é seu para editar.
**Criar arquivo escolhendo o tipo.** O menu *Novo* (☰ Arquivo, botão *Novo* da barra de atividades ou *Criar novo* no menu de contexto de uma pasta) traz **Nova nota (.md)**, **Novo arquivo de texto (.txt)** e o submenu **Novo arquivo de código** com as linguagens mais usadas. Em todos, o arquivo nasce no disco na hora com um nome padrão e a árvore já abre a edição do nome — só o nome é pré-selecionado, então digitar um título não apaga a extensão. Para aceitar o nome sugerido, basta clicar no editor e começar a escrever. Para uma extensão fora do submenu, crie um arquivo e renomeie (**F2**): **trocar a extensão troca a visão** — renomear `.txt` para `.md` reabre a mesma aba como nota, com a visão de leitura e o sumário, e o contrário devolve o editor de código. As extensões próprias do LightNote (`.lnc`, `.lne`, `.lnq`, `.lnh`, `.lns` e os bundles) são exceção: nelas a extensão declara o formato do conteúdo, então renomear pede confirmação e é recusado enquanto a aba estiver aberta.
**Arquivo novo que você não chegou a usar.** Se você fecha a aba de um arquivo recém-criado **sem nomear, sem salvar e sem escrever nada**, ele vai para a **Lixeira** e a barra de status oferece *Desfazer* — assim um *Novo* disparado sem querer não deixa rastro na pasta. Qualquer sinal de que o arquivo é seu o torna permanente: renomeá-lo, salvá-lo (**Ctrl+S**) ou digitar qualquer coisa nele.
**O rascunho é um editor de Markdown.** A aba de **Rascunho** (que não é um arquivo em disco) tem o mesmo editor de texto das notas: realce da marcação, corretor ortográfico, autocompletar de `[[` e **Ctrl**+clique em wikilinks e etiquetas. O que ela não tem continua igual — não há arquivo, então não há salvar automático nem modos de exibição; o conteúdo sobrevive ao fechar o app e some se você fechar a aba.
**Onde o arquivo novo é criado.** O *Novo* cria sempre na **pasta marcada** no Explorador, e há sempre exatamente uma marcada. No topo da árvore fica a **linha da pasta-raiz**, com o nome do espaço de trabalho: ela é um item como os outros — clique nela para devolver o destino à raiz. Selecionar uma pasta move a marca para ela; selecionar um **arquivo** marca a **pasta que o contém**. No modo *Lista*, que não mostra pastas, a marca fica na linha-raiz e ela exibe o destino efetivo. O menu de contexto da linha-raiz traz *Criar novo* e *Criar pasta*.
Para abrir um arquivo solto sem transformá-lo num espaço de trabalho, use **Abrir arquivo avulso…** (menu da bandeja): a janela avulsa mostra a árvore de arquivos, mas sem Git, MCP nem override de tema. Se ativado em *Configurações → Geral → Recursos*, o LightNote se integra ao menu do Explorer do Windows (por usuário, sem exigir administrador): além da lista **"Abrir com"**, o menu de contexto ganha **"Abrir com o LightNote"** em qualquer arquivo e **"Abrir como espaço de trabalho do LightNote"** em pastas (no Windows 11, dentro de *Mostrar mais opções*). Arquivos abrem nessa janela avulsa; pastas abrem como espaço de trabalho.
Selecionando **vários arquivos de uma vez** no Explorer do Windows — inclusive de **pastas diferentes** — todos abrem **na mesma janela avulsa**, aba ao lado de aba (em vez de espalhar uma janela por arquivo). As abas dessa janela são **lembradas**: ao fechá-la e abri-la de novo, os mesmos arquivos voltam. Como o foco aqui são as abas, a **árvore de arquivos começa recolhida** — use **Ctrl+B** (ou o botão no topo da barra de atividades) para exibi-la.
**Voltando a uma sessão.** A janela de arquivos avulsos se chama **Arquivos avulsos** em todo lugar — inclusive na **barra de título**, no lugar onde as outras janelas mostram o nome do espaço de trabalho, para você distingui-las no Alt+Tab. No menu da bandeja, em **Abrir**, o item ganha o sufixo **(N abas)** quando há abas guardadas — clicar traz todas de volta. Ela também é a primeira linha do **launcher**, ao lado dos espaços de trabalho. E, ao reabrir o LightNote, ele volta com **tudo o que estava aberto** quando você saiu: cada janela na sua pasta, mais a janela avulsa. Se preferir abrir só a última pasta usada, troque em **Configurações → Geral → Interface → Ao iniciar, abrir**. Uma janela que você **fechou antes de sair** fica de fora — fechar é o jeito de dizer "terminei com este espaço".
**Favoritos:** a barra lateral tem uma seção **Favoritos** com o que você fixou (menu de contexto da árvore ou da aba → *Adicionar aos favoritos*) e os arquivos abertos recentemente. Os fixados são por pasta e ficam guardados como caminhos relativos, então sobrevivem a mover o espaço de trabalho.
**Abrir uma aba em janela própria:** no menu de contexto da aba, *Abrir em nova janela* reabre aquele arquivo numa janela avulsa (útil para comparar uma nota ao lado do código). Tipos que dependem do espaço de trabalho (`.lnc`, `.lne`, `.lns` e os bundles) não podem ser destacados.
**Seleção múltipla.** A árvore aceita **Ctrl+clique** (avulso) e **Shift+clique** (intervalo) nos três modos de visão. Com vários itens selecionados, o menu de contexto passa a operar sobre a seleção inteira: **Recortar** e **Copiar** (interoperando com o Explorer do Windows), **Apagar** (uma única confirmação para todos), **Duplicar**, **Copiar hash**, **Comprimir para .zip** (um arquivo só, cada item com o próprio nome no topo), **Aplicar cor**, **Favoritos**, **Git** (add/restore) e **Copiar** caminhos (uma linha por item). As ações que só fazem sentido para um item — renomear inline, Propriedades, Abrir como, Converter — ficam **desabilitadas**, com o motivo no tooltip. Clicar com o botão direito **dentro** da seleção a preserva; clicar fora dela seleciona só o item clicado. Selecionar uma pasta e algo dentro dela não faz a operação duas vezes: o item de dentro é descartado.
**Espiar sem abrir.** O clique simples num arquivo já abre uma **aba de prévia** (reaproveitada, em itálico na barra de abas). Percorrendo a árvore com as **setas**, a tecla **Espaço** faz o mesmo e **devolve o foco à árvore**, para você seguir descendo a lista.
**Ferramentas de arquivo.** O menu de contexto do Explorador traz o submenu *Ferramentas de arquivo*: **Renomear em lote** (filtro por extensão/curinga/regex + pipeline de regras com pré-visualização e detecção de colisão), **Dividir arquivo** (por linhas, tamanho ou separador regex), **Juntar arquivos** (mantendo só o 1º cabeçalho de CSV, opcional), **Duplicar**, **Copiar hash** (MD5/SHA-256) e **Comprimir para .zip** / **Extrair aqui**. Com vários itens selecionados, **Renomear em lote** e **Juntar arquivos** recebem exatamente os itens escolhidos (em vez de varrer a pasta) — e o *Juntar* respeita a ordem da seleção.
**Navegação da janela avulsa.** No alto da árvore há **voltar** (**Alt+←**), **avançar** (**Alt+→**) e **subir**, mais uma **trilha de pastas clicável** — cada segmento leva àquele nível. Os **botões laterais do mouse** também voltam e avançam. Para digitar um caminho, clique no vazio da faixa ou use **Ctrl+L**; **Esc** desiste e volta à trilha. Trocar de aba também move a pasta exibida: como a janela avulsa reúne abas de pastas diferentes, clicar numa aba navega até a pasta dela.
**Menus.** O botão **☰** (topo da barra de atividades) reúne os menus *Arquivo*, *Editar*, *Exibir*, *Janela*, *Ferramentas*, **IA** e *Ajuda*. As ações de IA têm menu próprio (também no botão da varinha, na barra de atividades). Em *Ferramentas*, os grupos ficam em submenus: **Executar** (F5/F6/F8, lint, enviar ao terminal, macros), **Capturar** (nota de hoje, captura rápida, tarefa rápida, gravar áudio, notas adesivas) e **Espaço de Trabalho** (configuração, snapshot, exportar cópia, mover pasta) — este último também no menu da engrenagem. O menu **Novo** é o mesmo nos três lugares em que aparece: ☰ *Arquivo*, botão **Novo** da barra de atividades e *Criar novo* do menu de contexto de uma pasta.
**Zoom, em qualquer visão.** O nível de zoom mora num lugar só: o grupo **−** **100%** **+** à direita da barra de status. O botão do meio abre a lista padrão — **Ajustar à largura** e **Ajustar à janela** (só onde o conteúdo tem tamanho próprio, como PDF e imagem), os níveis **200%**, **150%**, **120%**, **100%**, **75%** e **50%**, e **Personalizado…** —, com uma marca no que está ativo. Os atalhos são os mesmos em todas as visões que têm zoom (código, notas, PDF, imagem, HTML e planilhas): **Ctrl++**, **Ctrl+−**, **Ctrl+0** para voltar a 100% e **Ctrl**+roda do mouse. Numa visão sem zoom o grupo simplesmente não aparece; sob um ajuste, o rótulo mostra *Largura* ou *Janela* em vez de uma porcentagem. O zoom é da **aba**, não do arquivo: a aba que ficou parada e teve a memória liberada — ou que voltou ao reabrir o LightNote — retorna no zoom em que estava; abrir o arquivo de novo, do zero, começa em 100%.
## Editor de código
https://lightnote.com.br/ajuda#editor
Arquivos de texto/código abrem no editor (Scintilla) com realce de sintaxe. Há comentar/descomentar (**Ctrl+/**), mover e duplicar linha, marcadores (**Ctrl+F2**), lista de símbolos/funções, autocompletar por palavras, guias de indentação, quebra de linha, zoom e detecção de alteração do arquivo em disco. Com o [versionamento](https://lightnote.com.br/ajuda#git) ativo, a margem mostra as linhas adicionadas/alteradas desde a última versão.
Há ainda **macros** (gravar/reproduzir uma sequência de edições com **Ctrl+Shift+R** / **F4**, em *Ferramentas → Macros*), **formatar/beautify** (**Shift+Alt+F**), uma tabela **ASCII** na barra da aba (para inserir caracteres/molduras) e **corretor ortográfico** (Hunspell). O pt-BR e o en-US já vêm embutidos; os demais idiomas você **baixa sob demanda** na tabela de *Configurações → Notas e escrita → Ortografia* (uma linha por idioma, com botão **Baixar**/**Remover**). Para acompanhar um arquivo de log sendo escrito, use o botão **Monitorar (tail -f)** na barra da própria aba. Arquivos muito grandes (acima de ~1 MB) abrem num **editor leve** virtualizado, que carrega só os trechos visíveis; é possível forçá-lo em *Arquivo → Abrir no editor leve…*
**Formatar e verificar (linters):** **Shift+Alt+F** formata o documento com o **formatador externo** da linguagem (black, prettier, clang-format, gofmt, rustfmt…) quando instalado, caindo no formatador interno (JSON/XML) offline; **F7** roda o **linter** da linguagem (ruff, eslint, shellcheck, luacheck…) e marca os problemas com sublinhado no editor e no painel **Problemas** (pane inferior, navegável). Ambos têm um catálogo com *Adicionar* em *Configurações → Formatação* e *→ Linters*, e opções de **formatar ao salvar** / **verificar ao salvar**. Rode o arquivo no **painel de saída** com **F6** (captura código de saída e duração, com parar/reiniciar) ou só um trecho com **F8**.
**Um `.md` aberto como código volta a ser nota num clique.** A barra do editor mostra **Abrir como nota** quando o arquivo aberto é uma nota — é o inverso do *Abrir como → Código* do menu da árvore, e devolve a aba para a visão de nota, com edição formatada, leitura, sumário e propriedades. O botão só aparece quando a troca é possível: uma nota grande demais continua no editor de código.
**Mais recursos de edição:** multi-cursor por ocorrência (**Ctrl+D**, todas com **Alt+F3**), duplicar linha (**Ctrl+Shift+D**), juntar linhas (**Ctrl+Shift+J**), expandir/reduzir seleção por escopo (**Ctrl+Shift+Espaço** / **Ctrl+Alt+Espaço**), seleção retangular (**Alt+arraste**), dobrar/expandir tudo, **trechos/snippets** (**Ctrl+J**, editáveis em *Configurações → Editor*), **Ir para símbolo no arquivo** (`#` na paleta) e **no projeto** (**Ctrl+T** ou `##`), histórico de navegação (**Alt+←/→**), **trilha de navegação** (breadcrumbs) no topo do editor, **réguas** de coluna, colorir pares de parênteses, auto-fechar/cercar pares e higiene ao salvar (aparar espaços, quebra final) — tudo em *Configurações → Editor*.
**Histórico local e área de transferência:** a cada gravação, o LightNote guarda uma versão do arquivo (*Arquivo → Histórico local…*, restaurável), independente do Git. **Ctrl+Alt+V** abre o **histórico da área de transferência** para colar um item copiado anteriormente. **Ctrl+Shift+T** reabre a última aba fechada; as abas podem ser **fixadas** (menu de contexto), o que as protege da liberação por inatividade.
**Ir à definição:** **F12** ou **Ctrl+clique** sobre um identificador salta para onde ele é definido no projeto; **Shift+F12** localiza os usos.
**Minimap.** Uma miniatura do documento inteiro fica na borda direita do editor: ela mostra a “forma” do código (as cores do realce de sintaxe em escala reduzida) e marca a região visível. **Clique** ou **arraste** nela para navegar até qualquer ponto do arquivo. Ligue/desligue em *Exibir → Minimap* ou em *Configurações → Editor*. O botão **Minimap** da barra da própria aba de código (ao lado do *ASCII*) liga e desliga sem sair do editor. Na borda esquerda da miniatura fica uma **faixa de marcas**: em **azul** as linhas com marcador (a mesma bolinha da margem) e em **âmbar** as ocorrências da busca rápida — assim você vê de relance como elas se espalham pelo arquivo inteiro, mesmo nas partes que estão fora da tela.
**Operações de texto.** No menu *Editar* — e no menu de contexto do editor — ficam os submenus **Linhas** (mover, duplicar, deletar, ordenar, juntar, inverter, numerar) e **Limpeza** (aparar espaços, remover linhas vazias/duplicadas, tabulações ↔ espaços). Com um trecho selecionado, o menu de contexto também traz **Salvar seleção como novo arquivo…**: grava o trecho num arquivo ao lado do atual e o abre numa aba (o original não é alterado).
## Markdown e wikilinks
https://lightnote.com.br/ajuda#markdown
Notas `.md` abrem com editor e leitura lado a lado (configurável). A marcação é esmaecida fora do parágrafo do cursor para a página parecer um documento pronto.
**Atalhos:** **Ctrl+B**/**Ctrl+I** aplicam negrito/itálico e **Ctrl+E** alterna o modo de exibição (edição → dividido → formatada → leitura).
**Menu `/`:** no editor formatado, digite `/` no começo da linha (mesmo com recuo) ou depois de um espaço: a lista de inserção abre no cursor. Digite para filtrar (`/tabela`, `/destaque`, `/h1`), escolha com **↑**/**↓** e insira com **Enter**; **Esc** ou **Espaço** fecham a lista e o que você digitou continua como texto. A coluna da direita mostra a marcação que cada item escreve, para você digitá-la direto na próxima vez. O menu não abre dentro de bloco de código, fórmula ou célula de tabela.
**Modo de leitura:** o último modo do **Ctrl+E** é a mesma tela da edição formatada, porém **somente leitura** — e por isso ele pode mostrar o que o arquivo não tem: o sumário do token `[TOC]`. A lista da pasta do token `[arquivos]` e o corpo das notas transcluídas com `![[nota]]` aparecem também na **edição formatada**. Nada disso é escrito no `.md`: o arquivo continua com o token, e o texto gerado não aceita edição. Nesse modo o clique simples segue links, wikilinks e etiquetas (sem Ctrl), e os botões que editam ficam desabilitados — inclusive **desfazer**, **recortar** e **colar**, que antes agiam no editor de texto fora da tela. **Copiar** continua valendo, e copia o que você está vendo. **Ctrl+F** procura no que está na tela; a linha de *substituir* fica desabilitada, com o motivo no tooltip, porque uma substituição aqui não chegaria ao arquivo.
**Contas com unidade, na leitura.** Uma linha terminada em `=` recebe o resultado: `3,5 km / 2 s =` aparece como *3,5 km / 2 s = 1,75 km/s*. O **arquivo não muda** — é a mesma ideia do `[TOC]` e da citação formatada. Ela faz **análise dimensional**, e é aí que ela ganha o seu sustento: `1 km + 1 s =` é **recusado nomeando as duas**, porque uma calculadora que devolvesse 2 ali não seria pior — seria uma que mente, e num caderno de laboratório o erro sobreviveria até o artigo. Somar a mesma grandeza em unidades diferentes funciona e converte (`2 h + 30 min =`), e o resultado sai **na unidade que você escreveu**. Conhece os prefixos do SI, as constantes físicas (`c`, `h`, `k_B`, `N_A`, `g`…), a conversão explícita (`3 km em m`, também `in`, `to` e `->`) e a **incerteza**: `(2,00 ± 0,05) m / (1,0 ± 0,1) s =` propaga o erro e escreve só os algarismos que a medida permite. **Código e fórmula ficam de fora** — dentro de uma cerca `````, entre crases ou num `$…$`, o `=` do fim da linha é sintaxe de outra coisa. E uma linha que não é conta (*Total =*) fica como está, em silêncio. **Vem desligada:** ligue em *Configurações → Recursos → Acadêmico → Calculadora com unidades*.
**Cartões de revisão espaçada.** Uma nota que recebe a etiqueta `#cartoes` (ou `#flashcards`) vira um **baralho**: dentro dela, cada linha `Pergunta::Resposta` é um cartão, `:::` cria também o cartão de volta, um `?` sozinho entre duas linhas faz o cartão de várias linhas e `==assim==` vira uma lacuna. **Sem a etiqueta, nenhuma nota tem cartões** — é o que impede um `std::vector` de uma nota de programação de virar um cartão que você não escreveu. *Ferramentas → Cartões → Revisar cartões* abre a sessão: a resposta fica escondida até você pedir (é o recurso inteiro — ver as duas juntas é reler, e reler não fixa), e as quatro notas trazem **escrito nelas** quanto tempo cada uma compra. O agendamento é o **FSRS**, o mesmo algoritmo que o Anki usa. **A identidade do cartão é a PERGUNTA:** corrigir a resposta não mexe no agendamento, e reescrever a pergunta aposenta aquele cartão e começa outro — que é o certo, porque a pergunta é o que você está aprendendo. O histórico fica num **arquivo aberto ao lado da nota** (`nota.md.cartoes.ndjson`): dá para versionar no Git e ler em qualquer editor, e o preço é mais um arquivo na pasta. *Exportar para o Anki* gera o arquivo de texto que ele importa — **o agendamento não vai junto**, porque o importador de texto do Anki não o aceita; ele continua nos `.ndjson`.
**O bloco de código sai colorido.** Uma cerca com a linguagem declarada (````python`) tem o miolo realçado token a token, com as **mesmas cores do editor de código** — inclusive o tema de código escolhido para esta janela. Vale na edição formatada, no modo de leitura, no arquivo exportado e nas respostas do *Perguntar às notas*. Cerca sem linguagem declarada continua monocromática, e linguagem sem realce disponível também: o texto nunca deixa de aparecer.
**Dobrar seções e fixar o título valem também no modo formatado e no de leitura.** **Ctrl+Shift+[** recolhe a seção do cursor e **Ctrl+Shift+]** a expande; clicar na setinha à esquerda do título faz o mesmo, e *Exibir → Recolher/Expandir todos os cabeçalhos* age na tela que estiver à frente. Enquanto você rola, os títulos que saíram por cima ficam fixos numa faixa no topo — clicar num deles salta para a seção. Recolher é estado de tela: o `.md` não muda, e o texto recolhido continua no arquivo.
**Exportar:** o PDF e o HTML são gerados a partir do **mesmo documento do modo de leitura** — o arquivo que sai é o que você acabou de ler, com sumário, lista da pasta e transclusões incluídos. O HTML fica autocontido (as imagens locais viram dados embutidos) e o PDF sai com texto vetorial, pesquisável. O **tema** acompanha cada formato: o HTML sai com as cores que você vê na tela, inclusive um tema escuro (o arquivo tem fundo próprio); o **PDF vai sempre para papel claro**, porque é feito para imprimir e enviar — se o seu tema de conteúdo for escuro, ele é impresso com o tema claro padrão, e um tema claro que você já use é preservado. **Word e LaTeX** saem pelo **pandoc**, que é um programa separado (`winget install --id JohnMacFarlane.Pandoc`): sem ele os dois destinos aparecem no menu, desabilitados, com o motivo — e logo abaixo deles o item *Instalar o pandoc...* abre o guia e faz a instalação para você. Se você já tem o pandoc instalado em outro lugar, aponte o arquivo com *Já tenho: localizar no disco...*, no próprio guia, ou em *Configurações → Ferramentas de código → Programas externos*. O que vai para o pandoc é o **Markdown da leitura** — citações já formatadas, figuras numeradas —, e por isso a fórmula vira **equação de verdade no Word**, e não uma imagem. Em troca, o diagrama Mermaid sai como bloco de código.
**Edição formatada (WYSIWYG):** o quarto modo mostra a nota como ela fica — título com corpo de título, lista com marcador, tabela como grade e imagem no meio do texto —, e não a marcação. O arquivo continua sendo o mesmo `.md`: quem grava é o LightNote, não o Qt, e por isso negrito, itálico, wikilink, transclusão e callout sobrevivem à ida e volta. Entrar no modo e sair sem editar não muda um byte do arquivo. A barra oferece só o que o Markdown representa — título, negrito, itálico, tachado, código, listas (com caixa de tarefa), citação, link, tabela e linha horizontal; alinhamento, recuo e tamanho de fonte ficam de fora porque se perderiam ao salvar.
Dentro de uma tabela, **Tab** anda de célula e cria a linha seguinte na última. **Enter** no vazio ao lado da tabela — onde o cursor cai ao clicar à direita de uma linha — acrescenta uma linha ao fim dela, com o cursor na primeira célula. Dentro de uma célula, o **Enter** quebra a linha ali mesmo (vai para o arquivo como ` `, a única forma que a tabela do Markdown aceita) e o **Ctrl+Enter** cria a linha de baixo, com o cursor na mesma coluna. Passando o mouse pela tabela aparecem **alças discretas**: à esquerda da linha, um par de setas que a move para cima ou para baixo — e que também se **arrasta** para levá-la a outra posição; acima da coluna, o par que a move para os lados; e um **+** na borda de baixo e outro na da direita, que acrescentam linha e coluna. A primeira linha é o cabeçalho e não se move. Tudo isso também está no menu de contexto, em *Tabela* — que traz ainda *Remover a tabela*, o caminho seguro para tirar a tabela inteira.
Numa caixa (`` ou `:::`), a **última linha fecha a caixa** e não se apaga: ela está ali para o conteúdo de baixo não ser engolido pela caixa. Para desfazer a caixa mantendo o texto, use *Remover a caixa* no menu de contexto. **Enter cria linha, sempre.** Num item de lista vazio ele sai da lista sem criar linha — como no Word —, e num parágrafo vazio ele cria a linha vazia. Uma linha em branco do arquivo é a separação normal entre parágrafos e não aparece como linha vazia; da segunda em diante ela aparece, e volta para o arquivo como você a escreveu.
Arrastar a borda direita de uma imagem a redimensiona, e a largura vai para o arquivo como ``. A barra tem doze controles: **negrito**, **itálico** e **cabeçalho** diretos, e dois menus que dividem o resto pelo que eles fazem — **Formatar** age sobre o que já está escrito (marcas, listas, citação, alinhar tabela e as operações de *Texto*) e **Inserir** cria coisa nova (link, imagem, tabela, bloco, diagrama, fórmula, destaque). Alinhar tabela e o menu *Texto* continuam sendo do editor de texto: aqui eles aparecem desabilitados, com o motivo. Esmaecer a marcação foi para o botão **Exibição**, ao lado da **coluna de leitura** e da **máquina de escrever**, que valem nos quatro modos. E o menu **Inserir** oferece aqui o mesmo que no editor de texto — realce, sobrescrito, subscrito, wikilink, nota de rodapé, destaque (callout), bloco recolhível, sumário e lista de definição —, tudo o que este modo já sabia mostrar e não sabia criar.
**O que o modo de leitura mostra, a edição formatada mostra também.** O emoji `:fire:` aparece como 🔥, `==realce==` como marca amarela, `^2^` e `~2~` como sobrescrito e subscrito, `#etiqueta` como pílula e um endereço da web solto como link. O arquivo continua com a forma escrita: abrir a nota não reescreve nada. Editar por dentro de um trecho representado preserva a marcação — digitar no meio de um realce continua realçando — e o que se digita logo depois dele fica de fora. O comentário `%%…%%` continua visível, esmaecido: escondê-lo o tornaria invisível *e* ineditável.
**Callouts viram caixa também na edição formatada.** Uma citação que começa com `> [!NOTE]` — ou `[!TIP]`, `[!IMPORTANT]`, `[!WARNING]`, `[!CAUTION]` — aparece com barra e título coloridos, como no modo de leitura: o marcador dá lugar ao rótulo do tipo, ou ao seu próprio título quando você escreve `> [!TIP] Meu título`. O arquivo continua com o marcador escrito, e editar o título preserva o tipo do callout.
Este é o modo **padrão** de uma instalação nova. Quem já usava o LightNote mantém o modo que tinha; para trocar, use *Configurações → Markdown → Visão padrão ao abrir uma nota*. Clicar num título do **Sumário** salta dentro do próprio modo, sem tirar você da edição formatada nem da leitura.
**Alinhar a coluna de uma tabela.** Com o cursor dentro da tabela, o menu de contexto traz *Tabela → Alinhar coluna*: *À esquerda*, *Centralizado*, *À direita* ou *Padrão*. O alinhamento e' da **coluna inteira** — e' assim que o Markdown o representa — e vai para o arquivo na linha separadora (`:--`, `:-:`, `--:`); *Padrão* volta ao `---`. A marca no menu diz qual esta' em vigor: na tela, uma coluna `---` e uma `:--` se parecem.
**O Sumário mostra o que está na tela.** A lista de cabeçalhos vem da superfície que você está vendo: na **edição formatada**, um título recém-digitado aparece na hora, sem esperar o texto chegar ao editor de texto; no **modo de leitura**, ela inclui também os títulos das notas transcluídas com `![[nota]]`, que fazem parte do que você lê. Clicar num item leva ao cabeçalho certo nos dois casos. E no **modo dividido** a rolagem passou a ser de mão dupla: rolar a leitura leva o editor de texto junto, como já acontecia no sentido contrário.
**A marcação vira formato enquanto você digita.** Escrever `**teste**` aplica negrito e some com os asteriscos; o mesmo vale para `*itálico*`, `~~tachado~~`, ``código`` e as formas com underline. No início da linha, `#` a `######` viram título, `-` e `1.` viram lista (o número digitado é onde ela começa), `- [ ]` vira tarefa com caixa, `>` vira citação e `---` sozinho vira linha horizontal ao teclar Enter. Os marcadores que desenham alguma coisa já valem no espaço; só o título espera a primeira letra, porque um título vazio não mostraria nada. **Ctrl+Z desfaz só a conversão** e devolve a marcação literal — é a saída de quem queria mesmo escrever os asteriscos. **Colar também converte:** um texto com marcação colado entra formatado, sem os marcadores. Aqui a regra é mais cautelosa que na digitação — só dispara com marcação inequívoca —, porque ao colar você não vê o resultado se formar: assim um trecho de código, cheio de `*` e `_`, continua sendo código. Dentro de um bloco de código nada é convertido, porque ali a marcação é o assunto. Para desligar tudo: *Configurações → Geral → Converter a marcação ao digitar*.
**Imagem e link.** Há três caminhos para pôr uma imagem: *Inserir → Imagem…* na barra, digitar `` ou **arrastar o arquivo** para dentro da nota — arrastar uma imagem insere a imagem, arrastar uma nota `.md` insere um `[[wikilink]]`, e qualquer outro arquivo vira um **link clicável** com o nome do arquivo como rótulo — e, soltando vários de uma vez, cada um fica na sua linha. O caminho gravado é **relativo à pasta da nota** sempre que possível, para a nota continuar abrindo depois de mover o vault. **O endereço de um link** não aparece no texto (o que se vê é o rótulo), então ele é mostrado na barra de status ao passar o mouse, e **Ctrl+clique** abre: endereço da web vai ao navegador, caminho local abre no LightNote.
**Editar um link já feito:** ponha o cursor nele e use o botão *Link* (ou *Editar link…* no menu de contexto) — a janela abre com o **texto** e o **endereço** preenchidos. O menu de contexto sobre um link também traz *Copiar endereço* e *Remover o link*, que desfaz o link e deixa o texto. Sobre um `[[wikilink]]` ele traz *Abrir a nota* e *Copiar o alvo*; sobre uma `#etiqueta`, *Buscar a etiqueta* e *Copiar a etiqueta*. Sobre uma imagem há *Texto alternativo…* — que não aparece no modo formatado, mas vai para o arquivo e para a busca — e, depois de arrastar a alça, *Tamanho original*, que devolve a imagem ao tamanho dela. Sobre uma imagem de **endereço da web** aparece *Baixar a imagem para o espaço de trabalho*: o arquivo vai para `Anexos/` ao lado da nota e a nota passa a apontar para ele — sem isso ela dependeria de a URL continuar existindo. E há o caminho mais curto de todos: **selecione um texto e cole um endereço** — ele vira `[texto](endereço)` em vez de substituir a seleção. Vale nas duas superfícies de edição. Enquanto ela não é baixada, a imagem da web aparece como um **cartão** com o endereço e o caminho do menu — o LightNote não vai à rede para renderizar uma nota, e antes o lugar ficava com a caixinha vazia de imagem quebrada, sem dizer o que fazer.
**E dá para desfazer a marcação.** No menu *Formatar*, os itens *Realce*, *Sobrescrito* e *Subscrito* aparecem **marcados** quando o cursor está dentro de um deles, e clicar ali **tira** a marcação em vez de aplicá-la outra vez. Pelo teclado há o caminho rápido: com o cursor no **fim** de um trecho formatado, **Ctrl+Shift+Backspace** devolve a marcação literal menos um caractere — `negrito` vira `**negrito*` em texto comum — e completar o delimitador que falta forma tudo de novo. Vale para negrito, itálico, tachado, código, realce, sobrescrito e subscrito. O **Backspace sozinho apaga uma letra**, ali como em qualquer outro lugar.
**Editar o diagrama sem sair da nota.** Um diagrama Mermaid ou uma fórmula `$$…$$` aparecem **desenhados** no editor formatado; para mexer na fonte, ponha o cursor neles e tecle **Ctrl+Enter** — ou use *Editar este bloco…* no menu de contexto. A barra de baixo mostra o texto, a nota fica travada enquanto ela está aberta, e fechá-la (✕, Esc, Ctrl+Enter, um clique na nota) **aplica**: o caminho de volta é o Ctrl+Z. No mesmo menu, *Extrair para nova nota…* grava o trecho selecionado numa nota ao lado desta e deixa um `[[wikilink]]` no lugar — a marcação vai junto, então título, lista e tabela chegam inteiros na nota nova. O campo mostra **só o conteúdo**: as linhas ````mermaid` e ````` (ou os `$$`) viraram o seletor de **tipo** no cabeçalho da barra, que também troca entre diagrama, fórmula e bloco de código. O **Enter** mantém a indentação da linha, que numa linguagem indentada como o Mermaid é o gesto de toda linha. E o menu de contexto do bloco traz *Copiar o código Markdown* e *Copiar a imagem* — o código cola em qualquer editor de Markdown e volta a desenhar; a imagem cola num e-mail ou num chat. Os dois valem também no modo de leitura.
**Apontar para uma seção, e etiquetar pelas propriedades.** `[[Nota#Seção]]` abre a nota **naquela seção** — a âncora nomeia o texto do cabeçalho — e `![[Nota#Seção]]` transclui **só** ela (até o próximo cabeçalho de nível igual ou menor, com os subtítulos junto). Âncora que não casa nenhum cabeçalho avisa na barra de status, e a transclusão fica como está: trazer a nota inteira ali seria entregar outra coisa em silêncio. E as `tags:` do frontmatter agora contam como etiquetas da nota, nas duas grafias (`tags: [a, b]` e a lista em linhas) — elas entram nas Bases, na busca por etiqueta e no que o assistente enxerga, junto com as `#etiquetas` do corpo.
**O painel Etiquetas.** A faixa da barra lateral tem uma seção **Etiquetas**: a árvore de todas as `#etiquetas` das suas notas, aninhada por `/` (`#projeto/alfa` e `#projeto/beta` viram ramos de **projeto**), com o número de **notas** ao lado — contadas por nota, não por ocorrência. Selecionar uma etiqueta lista embaixo as notas que a têm (o pai mostra também as dos ramos); duplo clique abre a nota. O painel lê o **índice**, então enxerga as duas fontes: as `#etiquetas` do corpo e as `tags:` do frontmatter. **Ctrl**+clique numa etiqueta dentro de uma nota abre este painel já com ela selecionada — antes ele abria a busca textual por `#etiqueta`, que não acha a nota que declara a etiqueta no frontmatter. Para a ocorrência literal no texto, continue usando a [busca global](https://lightnote.com.br/ajuda#busca).
**Wikilinks:** digite `[[` para autocompletar com as notas do espaço de trabalho; o link fecha sozinho com `]]`. Segure **Ctrl** e clique num `[[nota]]` para abrir a nota correspondente. O painel de **Links** mostra as conexões entre as notas.
**Leitura rica:** blocos de código entre cercas aparecem numa caixa com rótulo da linguagem e link **copiar**; `~~tachado~~` e `==realce==` são renderizados; e **callouts** do estilo GitHub (`> [!NOTE]`, `[!TIP]`, `[!WARNING]`, `[!IMPORTANT]`, `[!CAUTION]`) viram caixas coloridas. Tags `#hashtag` são realçadas e, com **Ctrl+clique**, abrem a busca por aquela tag; o bloco de **frontmatter** YAML no topo (`---`) é realçado. Na barra da aba há um botão para **exportar** a nota em **PDF/HTML**, uma **coluna de leitura** centrada alternável e os modos de exibição da nota. O **modo Zen** (F11) e a **rolagem máquina de escrever** ajudam a escrever sem distrações.
**Notas de rodapé saltam nos dois sentidos.** A referência `[^1]` aparece como um número sobrescrito, e **Ctrl+clique** nela leva até a definição; na definição, o marcador `[^1]:` continua visível — é o alvo do salto, e você precisa vê-lo para saber que nota está editando — e Ctrl+clique nele volta para a referência. Ao contrário de muitos visualizadores de Markdown, o editor *não* renumera as notas nem move as definições para o fim: a ordem do arquivo é sua.
**A admonição do MkDocs** (`!!! note` com o corpo indentado por 4 espaços) é preservada *como está escrita* na edição formatada: a indentação é o que faz o corpo pertencer à admonição, então o texto dela não ganha formatação rica — em troca, abrir a nota e salvar não desfaz a construção.
**As caixas com fechamento também aparecem como caixa.** `:::tip … :::` (Docusaurus) e ` … ` ganham barra e título coloridos, nas duas grafias — a compacta e a com linhas em branco. O marcador de abertura dá lugar ao rótulo do tipo, ao título que você escreveu ou ao texto do ``; o de fechamento **sai da tela e continua no arquivo**, porque a marcação que o app escreve não deve ficar literal na página. O que resta é a **última linha da caixa**: é ela que delimita a caixa, é onde se põe o cursor para continuar escrevendo dentro dela, e ela não se apaga — sem ela, o conteúdo de baixo seria engolido. Para desfazer a caixa mantendo o texto, use *Remover a caixa* no menu de contexto. O `:` da lista de definição continua esmaecido. O `` precisa estar na **mesma linha** do `` para virar o título: numa linha própria ele aparece como está escrito, e a caixa fica com o rótulo padrão.
**HTML inline e bloco de código.** ``, ``, `` e `` aparecem renderizados também na edição formatada — as etiquetas somem e fica só o conteúdo, como no modo de leitura. O bloco de código cercado ganha uma **caixa**, com o nome da linguagem e um **copiar** no canto — o mesmo link na edição formatada e no modo de leitura, que é onde mais se copia código. Ele leva só o miolo da cerca (sem os marcadores) e diz *copiado* por um instante; os dois rótulos só aparecem quando cabem sem escrever por cima do código.
**Mais na leitura:** o bloco de *frontmatter* YAML do topo não aparece na nota renderizada — ele é editado no painel **Propriedades**. As tags `#hashtag` viram etiquetas clicáveis que abrem a busca por aquela tag (o mesmo que **Ctrl**+clique no editor). Comentários no estilo do Obsidian (`%%isto não aparece%%`, ou um bloco entre linhas com `%%`) ficam só no arquivo. Além dos callouts do GitHub, as caixas dos dialetos do **Docusaurus** (`:::tip Título` … `:::`) e do **MkDocs** (`!!! note "Título"` com o corpo indentado, e `??? note`) também são renderizadas — útil para ler repositórios de documentação.
**Novidades da leitura:** além de `~~tachado~~` e `==realce==`, funcionam sobrescrito `^x^`, subscrito `~x~`, **emoji** por atalho em inglês (`:rocket:`), **autolink** de URLs, **notas de rodapé** `[^1]`, **blocos recolhíveis** ``, **listas de definição**, tarefas `- [ ]`/`- [x]` (⬜/✅) e o token `[TOC]` (sumário clicável na leitura); também imagens locais e HTML inline (``, ``…). O painel **Sumário** (barra da aba) navega pelos cabeçalhos acompanhando o cursor, e o botão **Inserir** (ou o menu de contexto → **Formatar**/**Inserir**) aplica qualquer marcação.
**Cabeçalhos fixos (sticky scroll):** ao rolar, os cabeçalhos que contêm a linha do topo ficam presos numa faixa no alto do editor; clicar num deles salta para a seção (ligue/desligue em *Configurações → Markdown*). O menu de contexto de uma pasta na árvore cria/abre a **Nota da pasta** (`index.md` com frontmatter), útil como índice.
**Nota de pasta e lista de arquivos:** dar **duplo-clique** numa pasta abre a sua `index.md`, se existir. Dentro de qualquer nota, o token `[files]` (ou `[arquivos]`) sozinho numa linha é trocado na **edição formatada** e na **leitura** pela lista dos arquivos da pasta da nota, como links clicáveis — gerada na hora, sem gravar nada no arquivo (igual ao `[TOC]`).
**Operações de texto e de linha.** As mesmas operações do editor de código valem na nota — pelo submenu **Texto** do botão **Formatar** da barra da aba, pelo menu de contexto e pelos submenus **Linhas** e **Limpeza** do menu *Editar*: **mover** a linha (ou as linhas selecionadas) para cima/baixo (**Ctrl+Shift+↑/↓**), **duplicar** (**Ctrl+Shift+D**), **deletar** (**Ctrl+Shift+L**), **ordenar** (A→Z / Z→A), **inverter a ordem**, **juntar linhas**, **remover linhas duplicadas ou vazias**, **aparar espaços** e **caixa** (MAIÚSCULAS/minúsculas/inverter). **Numerar linhas…** abre um diálogo com **início**, **passo**, **zeros à esquerda** e **separador** — com o padrão (`". "`) o resultado é uma lista numerada Markdown válida. Com uma seleção, a operação atua só nela (expandida a linhas inteiras); sem seleção, no documento todo — sempre num único passo de desfazer. A barra da aba também traz o botão **IA**: *Perguntar* / *Editar com IA* — o mesmo **Ctrl+K** / **Ctrl+I** do código — e *Perguntar às notas*, o chat que responde usando as notas do espaço de trabalho.
**Cabeçalhos dobráveis:** clique na setinha à esquerda de um cabeçalho (ou use **Ctrl+Shift+[** / **Ctrl+Shift+]**) para recolher e expandir a seção; em *Exibir* há **Recolher/Expandir todos os cabeçalhos**. A dobra é só visual — nunca é escrita no arquivo — e o LightNote a lembra entre sessões. Saltar do Sumário ou da busca para dentro de uma seção recolhida a expande.
**Propriedades da nota:** a mini-barra **Propriedades** mostra o frontmatter YAML como **campos tipados** (texto, número, data, caixa de seleção), com a caixa **Tipo** no topo. Definir o tipo e as propriedades é o que permite reunir as notas numa [Base](https://lightnote.com.br/ajuda#bases).
**Tema da nota:** a caixa **Tema** do painel **Propriedades** define a aparência desta nota — as cores e a fonte do texto — sem mexer no tema do restante do aplicativo. A escolha vai para o frontmatter (a chave `theme`), então ela **viaja com o arquivo**: a nota abre igual em qualquer máquina. O botão ao lado grava as cores dentro da própria nota, para que ela fique igual até para quem não tem esse tema. Sem a chave, a nota segue o tema do espaço de trabalho. Se preferir que notas vindas de fora não mudem o seu visual, desligue **Respeitar o tema declarado na nota** em **Configurações → Markdown**.
**Tema que o LightNote ainda não conhece:** a lista de temas é um único arquivo baixado do site, então uma nota que cita um tema publicado depois da sua última atualização simplesmente não o encontra. Nesse caso a nota abre com o tema do espaço de trabalho e o painel **Propriedades** avisa, com um atalho para ver os temas disponíveis. O LightNote procura a lista atualizada sozinho — **uma vez por sessão**, em segundo plano e sem travar a nota. Se preferir que ele nunca busque nada, desligue **Buscar catálogo de ferramentas online** em **Configurações → Recursos**.
**Ctrl++** e **Ctrl+−** (ou **Ctrl+roda do mouse**) mudam o tamanho da nota, e **Ctrl+0** volta a 100% — útil para ler uma nota longa sem mexer na fonte de todas. O **editor e a leitura escalam juntos**: no modo dividido os dois lados continuam do mesmo tamanho. Um `