Buscar nos arquivos e nos documentos
Use Ctrl+Shift+F para a busca global na aba Buscar da barra lateral, apoiada no ripgrep: aceita regex, diferenciar maiúsculas, palavra inteira e substituição em massa. Dentro do arquivo atual, Ctrl+F localiza e Ctrl+H substitui. No resultado, o menu de contexto abre o arquivo, copia o caminho e o mostra no Explorer, e Remover dos resultados tira o arquivo da lista: o Substituir tudo deixa de alterá-lo, e a confirmação conta só o que ficou.
A busca alcança também os documentos. Além das notas
.md, ela lê o texto de PDF, planilha (.xlsx/.ods),
documento do Word (.docx), texto do LibreOffice (.odt),
apresentação (.pptx) e livro (.epub). O mesmo vale para o
Chat com IA e para a busca por significado. Um acerto num PDF abre o arquivo
na página do trecho. O texto extraído fica num cache fora do espaço de
trabalho, se atualiza sozinho quando o arquivo muda e é apagado quando o arquivo
deixa de existir. A primeira vez custa: abrir um espaço com muitos PDFs dispara uma extração que leva minutos, e até ela terminar os documentos ainda não estão na busca. A aba Pesquisar diz isso enquanto acontece — preparando os documentos (12 de 80) — e avisa quando pode refazer a busca. Da segunda vez em diante só muda o que o arquivo mudou.
Também entram .rtf, .xps/.oxps, apresentação do LibreOffice (.odp), legenda de vídeo (.srt/.vtt), tabela em texto (.csv/.tsv), página salva (.html/.mhtml), e-mail arquivado (.eml), caderno Jupyter (.ipynb), bibliografia (.bib/.ris) e os arquivos de texto puro (.txt). As linguagens de marcação de texto têm leitor próprio — reStructuredText (.rst), AsciiDoc (.adoc), Org (.org) e Typst (.typ): a seção vira título, a lista e a tabela viram as nossas, a fórmula é desenhada, e o preâmbulo fica de fora — sem isso, #set page(...) e :stem: latexmath virariam trechos indexados, e o nome da seção não viajaria com o texto dela. Um acerto numa legenda abre o instante em que a frase foi dita.
PDF digitalizado não some em silêncio. Um documento que tem páginas e nenhum texto (foto de cada página, sem OCR) entra no índice com uma linha dizendo isso, e a aba Pesquisar avisa quantos são — sem essa frase você procuraria algo que está no livro, não acharia e concluiria que a busca quebrou. E dá para ler esse documento: com o Tesseract instalado (o LightNote oferece instalá-lo num clique), o menu ⋯ do PDF traz Reconhecer o texto (OCR)…. Ele roda uma vez, por documento e pode levar vários minutos — depois disso o texto fica no índice como o de qualquer outro PDF. O aviso da aba Pesquisar leva até o primeiro documento nessa situação.
O cache guarda o texto em claro. Ele fica na sua pasta de usuário, fora do espaço: quem tiver acesso a ela lê o conteúdo dos seus documentos por lá, mesmo que o original esteja num disco cifrado. Um arquivo .lne (a nota cifrada) nunca entra no cache — ele existe justamente para não ficar legível no disco.
O LaTeX entra por um leitor próprio. Um arquivo
.tex não é lido como texto cru: o preâmbulo fica de fora,
\section vira título, \cite vira [@chave] e a
fórmula passa inteira — quem a desenha é o mesmo motor que desenha a matemática das
suas notas. Um acerto abre o arquivo na linha de onde veio. No menu de
contexto do arquivo — ou na barra da aba, com ele aberto — há Importar como nota
(.md): a nota nasce ao lado, o .tex continua no lugar e importar
duas vezes não sobrescreve. O caminho inverso é Exportar como LaTeX (.tex)...,
na barra da nota.
Prévia do documento e código-fonte
Abrir um documento mostra uma prévia de texto. Um .docx,
.odt, .epub ou .pptx abre somente para
leitura, com o texto extraído e as imagens do documento — sem os
estilos do Word, o posicionamento das figuras, tabelas complexas ou controle de
alterações. A aba continua sendo o documento: o
nome, a pasta e a sessão apontam para ele, e não para o cache. A planilha
.xlsx continua abrindo na visão de tabela, que mostra bem mais.
O código-fonte também pode entrar na busca por significado. Em Ferramentas → Espaço → Configuração do Espaço... há Incluir o código-fonte na busca por significado: os arquivos de código passam a ser indexados junto com as notas, um trecho por função ou classe — é o que faz perguntas como “onde eu trato o timeout?” encontrarem a função inteira, e não um pedaço cortado no meio de um if. Respeita o .gitignore. Vem desligado, e por pasta: nota muda devagar, código muda o dia inteiro, e um repositório de trabalho gera dezenas de milhares de trechos — cada um deles uma chamada cobrada pelo seu provedor de embeddings.
Importar documentos e outros aplicativos
Transformar o documento em nota. Em Arquivo → Importar documento como nota... (vários de uma vez), no menu de contexto da árvore ou no botão Importar como nota (.md) da própria prévia, um .docx, .odt, .epub, .rtf, .pptx, .html, .eml, PDF ou LaTeX vira uma nota editável ao lado do arquivo. Vêm junto o texto com títulos, listas, links e tabelas, as notas de rodapé, as equações do Word como fórmulas LaTeX e as imagens, gravadas na pasta Anexos ao lado da nota. O título, o autor e a data do documento entram como propriedades, com source dizendo de que arquivo a nota veio. O original continua no lugar — importar não é converter —, e importar de novo cria nome 02.md em vez de sobrescrever o que você editou. Não aparece para o notebook Jupyter (que vira Blocos), para .csv (que abre como tabela), para a bibliografia .bib/.ris (que as citações leem direto) nem para código-fonte. A estrutura sai dos estilos do documento: o título do Word é reconhecido também com o nome do estilo traduzido, o estilo de caractere dá o negrito, o itálico e o código, os parágrafos de citação e de código viram os nossos blocos e o sumário automático vira um [TOC], que a nota mantém em dia; do .rtf vêm listas, tabelas e links, e do HTML — inclusive o que o Word e o Google Docs salvam — e do EPUB vêm títulos, listas aninhadas e tabelas. Os documentos são lidos em segundo plano, como uma tarefa do painel Atividades: a janela continua respondendo enquanto um PDF grande é convertido, e Parar encerra a importação antes do próximo arquivo.
Ver o que a pasta usa de outro editor. Em Ferramentas → Verificar compatibilidade da pasta..., o LightNote lê as notas da pasta aberta e separa o que achou em três grupos: o que ele desenha (wikilink, transclusão, destaque, etiqueta, realce, fórmula, nota de rodapé, tarefa, marcador de bloco), o que fica no arquivo sem ser desenhado (a consulta de plugin dataview, tasks ou query, o quadro .canvas, a base .base e a transclusão de bloco) e o que pode ser convertido para a grafia daqui. Converter é escolha sua, e nunca efeito de salvar: marque as construções, veja a prévia lado a lado e confirme — cada arquivo alterado ganha um ponto no Histórico do arquivo antes de ser gravado, e o que está aberto com alterações não salvas fica de fora. São duas conversões hoje, e nenhuma custa nada do lado do Obsidian, que lê as duas grafias: o link obsidian:// desta pasta vira [[nota]] — o de outro cofre não é convertido, porque o destino mudaria — e a nota de rodapé na linha ^[texto] vira [^n], com a definição no fim.
Trazer um acervo inteiro do Notion. Exporte no Notion com Export → HTML (ou Markdown & CSV) e Include subpages, ponha o .zip baixado — ou a pasta — dentro do espaço, crie a pasta de destino e rode lnote vault-import --path <export> --out <destino> (ou a ferramenta vault_import, pelo assistente de IA). Não é preciso descompactar, nem o export do espaço inteiro, que vem com outro .zip dentro. Cada página vira uma nota: as propriedades da página viram propriedades da nota, o destaque colorido do Notion vira a caixa daqui (no HTML a cor diz o tipo; o Markdown não guarda a cor, e a caixa vem como nota), a tarefa chega com a caixinha marcada ou não, a equação vira fórmula LaTeX, o bloco que recolhe vira uma caixa <details> (e o título que recolhe vira título), o índice da página vira [TOC], e os links entre as páginas são reescritos para as notas novas — duas páginas de mesmo título convivem, porque a segunda vira nome 02.md e os links continuam apontando para a certa. Os bancos de dados são copiados como .csv em Anexos, e um #assunto escrito no Notion continua texto — lá ele não era etiqueta, e aqui também não vira. Nada é sobrescrito, e uma nota de relatório é gravada junto, dizendo quantas notas e anexos entraram e listando os links que não acharam alvo — eles ficam exatamente como estavam escritos.
O gesto está no menu. Arquivo → Importar de outro aplicativo... abre o assistente: escolha a pasta ou o .zip que você exportou (um .enex do Evernote também serve) e o aplicativo de origem é reconhecido pela forma dos nomes de arquivo — se não for, escolha-o na lista ao lado. A pasta é lida inteira, com as subpáginas. O destino já vem preenchido com uma pasta nova dentro do espaço, com o nome do app, para o acervo não se misturar com as suas notas. Ler e escrever acontecem fora da janela, e no fim a tela diz quantas notas e anexos entraram e quantos links foram reescritos.
Cinco aplicativos. Do Notion, a pasta ou o .zip exportado em HTML ou em Markdown; do Evernote, o .enex; do Joplin, o .jex (ou a pasta MD + Front Matter); do Logseq, a pasta do grafo — a que tem logseq/config.edn dentro; e do Roam Research, o .json do export. Em todos, o caderno e o namespace viram pasta, o diário vai para a pasta das notas diárias com o nome aaaa-MM-dd, a tarefa vira - [ ], o realce vira ==assim== e a citação de um bloco vira o texto dele entre aspas com o link da página onde ele mora — nenhuma sintaxe de outro app entra no seu cofre. O que não tem equivalente aqui, como a consulta do Logseq ou a tabela do Roam, fica como código na linha, e o relatório conta quantas vezes.
Realce, marcas e Pendências
Realce e marcas são coisas diferentes. A busca rápida (Ctrl+F) apenas realça as ocorrências em âmbar: é temporário e some ao fechar a barra ou limpar o campo. Já o Marcar tudo de Editar → Localizar avançado… é uma decisão sua — pinta as ocorrências em vermelho e acrescenta o marcador (a bolinha azul na margem) nas linhas correspondentes, que ficam até você usar Limpar marcas. Os dois são independentes: fechar a busca rápida não apaga o que você marcou, e limpar as marcas não apaga o realce da busca. Ambos aparecem na faixa do minimap, cada um na sua cor. O Limpar marcas apaga só as bolinhas que o Marcar tudo criou: um marcador que você tenha posto à mão (Ctrl+F2) numa linha que casava com a busca continua onde estava.
A seção Pendências da barra lateral reúne num só lugar os
TODO/FIXME do código e as tarefas
(- [ ]) das notas Markdown do espaço — clique para ir
direto à linha. Os cartões abertos dos quadros .lnt desta pasta vêm num grupo próprio, Cartões de quadros, com os de data mais próxima no topo; clicar num deles abre o quadro. Não contam a caixinha dentro de um bloco de código, que é exemplo (marcá-la daqui escreveria dentro do trecho de código), nem o que está na pasta de modelos e na de prompts, que é molde. A data do cartão vem antes do título, sem o ano quando é o do ano corrente, e a linha do topo conta as pendências de código, as tarefas e os cartões. A lista é refeita ao abrir a seção e pelo botão Atualizar; marcar a caixinha de uma tarefa grava [x] na nota, e a contagem de Tarefas na barra de status acompanha logo em seguida.
No topo da seção fica um calendário do mês, com os mesmos pontos da janela Calendário, mas só com o que é desta pasta: as tarefas com data, os cartões dos quadros e os eventos das cercas ```calendar (a nota diária, que é uma só para o app, aparece também). Clicar num dia mostra só o que é dele, com o grupo Do dia no topo — a nota diária, ou Criar a nota deste dia —; limpar, ou clicar de novo no mesmo dia, volta à lista inteira. Os TODO do código não têm data e somem enquanto o filtro está ligado. O botão Calendário · nesta pasta recolhe a grade para quem só quer as pendências de código. Só os cartões ainda abertos marcam a grade; os do dia escolhido ficam no grupo deles, e o Do dia traz também os eventos das cercas daquele dia.
Índice
Edição
- Visão geral
- Primeiros passos
- Espaço e janelas
- Painel Atividades: tarefas e mensagens
- Editor de código
- Markdown e wikilinks
- Diagramas (Mermaid)
- Matemática e química (LaTeX)
- Calendário na nota
- Numeração e referência cruzada
- Citações e referências
- Norma do trabalho acadêmico
- Grafo de conexões
- Tabelas (Parquet, CSV, JSON, Excel)
- Área de análise: tabela dinâmica e vários gráficos
- PDF e imagens
- Imagens: marcar um print
- Páginas HTML (.html)
- Imprimir
- Zip como pasta (.zip)
- Blocos (.lnb)
- Tarefas (Kanban / Gantt)
- Tabela personalizada (.lnd)
- Bases (consultas salvas sobre as notas)
Ferramentas
- Busca em arquivos e Pendências
- Versionamento (Git fácil)
- Snapshots e backup
- Revisar mudanças (checkpoints)
- Comparar arquivos (diff)
- Executar código (F5)
- Terminal e CLIs de IA
- Assistente de IA na seleção (Ctrl+K / Ctrl+I)
- IA no seu computador
- Sessões de IA
- Chat com IA
- Testar API HTTP (.lnh)
- Banco de dados (.lnc)
- Conexão SSH (.lns)
- Segurança: Frase-Segura, PIN e Markdown Seguro
- Notas diárias, captura rápida e bandeja
- Reencontrar notas antigas
- Suas notas no celular
- Gravar áudio (voz, reunião) com transcrição por IA
- Notas autoadesivas
- Calendário
- Paleta de comandos
Automação (IA / scripts)
Referência