Markdown e wikilinks

Modos de exibição

Notas .md abrem com editor e leitura lado a lado (configurável). A marcação é esmaecida fora do parágrafo do cursor para a página parecer um documento pronto.

Atalhos: Ctrl+B/Ctrl+I aplicam negrito/itálico e Ctrl+E alterna o modo de exibição (edição → dividido → formatada → leitura).

Menu /: no editor formatado, digite / no começo da linha (mesmo com recuo) ou depois de um espaço: a lista de inserção abre no cursor. Digite para filtrar (/tabela, /destaque, /h1), escolha com ↑/↓ e insira com Enter; Esc ou Espaço fecham a lista e o que você digitou continua como texto. A coluna da direita mostra a marcação que cada item escreve, para você digitá-la direto na próxima vez. O menu não abre dentro de bloco de código, fórmula ou célula de tabela.

Modo de leitura: o último modo do Ctrl+E é a mesma tela da edição formatada, porém somente leitura — e por isso ele pode mostrar o que o arquivo não tem: o sumário do token [TOC]. A lista da pasta do token [arquivos] e o corpo das notas transcluídas com ![[nota]] aparecem também na edição formatada. Nada disso é escrito no .md: o arquivo continua com o token, e o texto gerado não aceita edição. Nesse modo o clique simples segue links, wikilinks e etiquetas (sem Ctrl), e os botões que editam ficam desabilitados — inclusive desfazer, recortar e colar, que antes agiam no editor de texto fora da tela. Copiar continua valendo, e copia o que você está vendo. Ctrl+F procura no que está na tela; a linha de substituir fica desabilitada, com o motivo no tooltip, porque uma substituição aqui não chegaria ao arquivo.

Contas com unidade, na leitura. Uma linha terminada em = recebe o resultado: 3,5 km / 2 s = aparece como 3,5 km / 2 s = 1,75 km/s. O arquivo não muda — é a mesma ideia do [TOC] e da citação formatada. Ela faz análise dimensional, e é aí que ela ganha o seu sustento: 1 km + 1 s = é recusado nomeando as duas, porque uma calculadora que devolvesse 2 ali não seria pior — seria uma que mente, e num caderno de laboratório o erro sobreviveria até o artigo. Somar a mesma grandeza em unidades diferentes funciona e converte (2 h + 30 min =), e o resultado sai na unidade que você escreveu. Conhece os prefixos do SI, as constantes físicas (c, h, k_B, N_A, g…), a conversão explícita (3 km em m, também in, to e ->) e a incerteza: (2,00 ± 0,05) m / (1,0 ± 0,1) s = propaga o erro e escreve só os algarismos que a medida permite. Código e fórmula ficam de fora — dentro de uma cerca ```, entre crases ou num $…$, o = do fim da linha é sintaxe de outra coisa. E uma linha que não é conta (Total =) fica como está, em silêncio.

Vem desligada: ligue em Configurações → Recursos → Acadêmico → Calculadora com unidades.

Cartões de revisão espaçada. Uma nota que recebe a etiqueta #cartoes (ou #flashcards) vira um baralho: dentro dela, cada linha Pergunta::Resposta é um cartão, ::: cria também o cartão de volta, um ? sozinho entre duas linhas faz o cartão de várias linhas e ==assim== vira uma lacuna. Sem a etiqueta, nenhuma nota tem cartões — é o que impede um std::vector de uma nota de programação de virar um cartão que você não escreveu. Ferramentas → Cartões → Revisar cartões abre a sessão: a resposta fica escondida até você pedir (é o recurso inteiro — ver as duas juntas é reler, e reler não fixa), e as quatro notas trazem escrito nelas quanto tempo cada uma compra. O agendamento é o FSRS, o mesmo algoritmo que o Anki usa.

A identidade do cartão é a PERGUNTA: corrigir a resposta não mexe no agendamento, e reescrever a pergunta aposenta aquele cartão e começa outro — que é o certo, porque a pergunta é o que você está aprendendo. O histórico fica num arquivo aberto ao lado da nota (nota.md.cartoes.ndjson): dá para versionar no Git e ler em qualquer editor, e o preço é mais um arquivo na pasta. Exportar para o Anki gera o arquivo de texto que ele importa — o agendamento não vai junto, porque o importador de texto do Anki não o aceita; ele continua nos .ndjson.

Blocos de código

O bloco de código sai colorido. Uma cerca com a linguagem declarada (```python) tem o miolo realçado token a token, com as mesmas cores do editor de código — inclusive o tema de código escolhido para esta janela. Vale na edição formatada, no modo de leitura, no arquivo exportado e nas respostas do Perguntar às notas. Cerca sem linguagem declarada continua monocromática, e linguagem sem realce disponível também: o texto nunca deixa de aparecer.

Dobrar, fixar e exportar

Dobrar seções e fixar o título valem também no modo formatado e no de leitura. Ctrl+Shift+[ recolhe a seção do cursor e Ctrl+Shift+] a expande; clicar na setinha à esquerda do título faz o mesmo, e Exibir → Recolher todos os cabeçalhos / Expandir todos os cabeçalhos age na tela que estiver à frente. Enquanto você rola, os títulos que saíram por cima ficam fixos numa faixa no topo — clicar num deles salta para a seção. Recolher é estado de tela: o .md não muda, e o texto recolhido continua no arquivo.

Exportar: o PDF e o HTML são gerados a partir do mesmo documento do modo de leitura — o arquivo que sai é o que você acabou de ler, com sumário, lista da pasta e transclusões incluídos. O HTML fica autocontido (as imagens locais viram dados embutidos) e o PDF sai com texto vetorial, pesquisável. O HTML sai com marcação semântica — título com âncora, callout em <aside>, tabela com cabeçalho, nota de rodapé com volta — e as fórmulas em MathML: texto de verdade, que se copia, é lido em voz alta e não borra no zoom. O tema acompanha cada formato: o HTML sai com as cores que você vê na tela, inclusive um tema escuro (o arquivo tem fundo próprio); o PDF vai sempre para papel claro, porque é feito para imprimir e enviar — se o seu tema de conteúdo for escuro, ele é impresso com o tema claro padrão, e um tema claro que você já use é preservado. Word, OpenDocument, LaTeX, Typst e EPUB são gerados pelo próprio LightNote, sem instalar nada.

O .docx e o .odt saem com títulos, listas, tabelas, notas de rodapé, imagens e as fórmulas como equações editáveis — do Word num caso, do LibreOffice Math no outro; o .tex traz o preâmbulo completo e compila em pdfLaTeX, XeLaTeX e LuaLaTeX. Se a pasta tem bibliografia e a seção Acadêmico está ligada, o .tex sai com a citação viva: o [@chave] vira \autocite, o token [referências] vira \printbibliography, e um refs.bib com as obras citadas é gravado ao lado — o app diz que o gravou. Compile com biber.

O .typ é a mesma ideia em Typst, que compila em segundos sem distribuição LaTeX instalada: a fórmula viaja em LaTeX pelo pacote mitex (baixado na primeira compilação) e a citação sai como @chave com #bibliography.

O .epub é o livro eletrônico: um capítulo por título de nível 1, sumário de navegação, imagens como arquivos do pacote e a mesma marcação semântica do HTML. O .ipynb é o notebook do Jupyter: a prosa vira célula de texto e a cerca da linguagem do kernel vira célula de código — só ela, porque uma célula de código é mandada ao kernel, e um diagrama Mermaid virado célula seria executado como Python na primeira vez que alguém a rodasse. O kernel sai da chave kernel das propriedades da nota, ou da cerca mais frequente.

A saída não é inventada: as células saem sem resultado, porque resultado é de execução — a mesma regra que a importação de notebook já segue ao descartar as saídas gravadas. E há Markdown para…: a mesma nota no dialeto do destino — alerta > [!NOTE] no GitHub, !!! note no MkDocs, :::note no Docusaurus, ::: {.note} no Pandoc, a grafia do Obsidian ou CommonMark estrito.

O wikilink vira link relativo (fora do Obsidian) e o comentário %%…%% não é publicado, porque ele é privado. Com o Typst instalado (winget install --id Typst.Typst), a própria exportação oferece Compilar o PDF ali mesmo — e sem ele o botão vira Instalar o Typst..., que abre o guia. Se o curso ou o cliente entrega um modelo do Word, aponte o .docx dele em Configuração do Espaço → Citações e referências → Modelo do Word: o arquivo exportado sai com os estilos, o papel, as margens e o cabeçalho do modelo. Uma nota pode usar outro declarando reference-docx: modelo.docx nas propriedades dela. Os três partem do Markdown da leitura — citações já formatadas, figuras numeradas —, e o que não atravessa é dito ao fim da exportação. A compilação roda em segundo plano, como uma tarefa do painel Atividades: a janela continua respondendo, e Parar a interrompe.

O diagrama Mermaid e a estrutura química entram como imagem — no .docx, no .odt e no EPUB desenhados em papel claro, no HTML com as cores da tela —; só pelo lnote, que não tem janela para desenhá-los, eles saem como bloco de código. E há Texto marcado para…: reStructuredText, AsciiDoc, Org mode, MediaWiki e texto puro, também escritos pelo próprio LightNote. Cada um recebe a construção nativa dele, e não uma imitação: a caixa vira .. note:: no Sphinx, [NOTE] no AsciiDoc e #+begin_note no Org; a fórmula vira .. math::, latexmath:[], LaTeX puro e <math>; a nota de rodapé vira footnote:[] e <ref>. O texto puro não tem marcação nenhuma — a tabela sai alinhada em colunas, para caber num e-mail ou numa mensagem de commit. O que o destino não tem é dito ao fim: o MediaWiki não tem caixa de aviso no núcleo dele (ela vira citação com o rótulo em negrito) e o reStructuredText não tem texto riscado. Para levar um pedaço sem gravar arquivo, o menu de contexto do editor tem Copiar a seleção como (ou Copiar a nota como, sem seleção): texto formatado para colar no Word, no Google Docs ou num e-mail, Markdown do GitHub, LaTeX e Typst. O LaTeX e o Typst levam só o corpo — sem preâmbulo nem título —, porque o destino é um documento que já os tem; o pacote de que o trecho precisa e a citação que depende da bibliografia do destino são avisados na barra de status, e o comentário %%…%% também fica de fora.

O RTF fica em Mais formatos (pandoc) e passa pelo pandoc, um programa separado (winget install --id JohnMacFarlane.Pandoc): sem ele esse destino aparece desabilitado, com o motivo, e Instalar o pandoc... no mesmo submenu abre o guia e faz a instalação. Se você já tem o pandoc em outro lugar, aponte o arquivo com Já tenho: localizar no disco..., no guia, ou em Configurações → Ferramentas de código → Programas externos.

Exportar com opções... é o primeiro item do menu de exportação — o da aba e o de Arquivo → Exportar nota são o mesmo menu. Ele lista todos os destinos, com uma busca que casa nome, uso e extensão (wiki acha o MediaWiki, sphinx acha o reStructuredText), e mostra só as opções que valem para o destino escolhido: Sumário no início, quando a nota ainda não tem [TOC]; Idioma do documento, que decide a hifenização e os rótulos que o documento gera sozinho; Citações vivas ou resolvidas no texto, no LaTeX e no Typst; o Modelo do Word, com a caixa que o torna o padrão da pasta; as Fórmulas do HTML e do EPUB em MathML ou como imagem, para leitor de e-book antigo ou HTML que vai colado num e-mail; o Papel do PDF, A4 ou Carta; e Compilar o PDF com o Typst logo depois. A opção que vale mas não pode ser usada fica desabilitada com o motivo — a citação viva sem bibliografia na pasta —, e o destino que depende de um programa ausente oferece a instalação ali mesmo. A última escolha fica lembrada por pasta e o diálogo reabre como você o deixou; os itens diretos do menu continuam exportando com os valores de fábrica, para que uma escolha feita semanas antes não mude o arquivo de um atalho. O [TOC] escrito na nota vale em todos os destinos: vira o sumário do Word e do LibreOffice (o Word o atualiza ao abrir), \tableofcontents no LaTeX, #outline() no Typst e a lista de links no HTML e no Markdown. No texto formatado do Copiar a seleção como, a fórmula e o diagrama vão como imagem, com a fonte LaTeX no texto alternativo: ali não se sabe onde o texto será colado, e só a imagem aparece igual no Word, no Google Docs e num e-mail — quem precisa da equação editável exporta o .docx ou o .odt.

A pasta inteira também sai: Arquivo → Exportar pasta... (ou o botão direito numa pasta da árvore) transforma as notas dela num site HTML — uma página por nota, com um índice quando nenhuma nota já virou index.html —, num conjunto de .docx ou .odt, ou numa árvore de Markdown no dialeto do destino. A estrutura de subpastas é preservada, os links e wikilinks entre as notas passam a apontar para os arquivos que saíram (no Word e no LibreOffice também, de um documento para o outro) e as imagens e anexos que vivem dentro da pasta vão junto, no mesmo lugar. O que está fora dela não é copiado: fica como você escreveu, e o relatório do fim lista cada caso, junto com os links sem alvo. A pasta de destino tem de estar vazia — ou você marca Substituir os arquivos com o mesmo nome — e não pode conter a pasta exportada. Sem janela: lnote folder-export --path . --format html --out site, e a ferramenta folder_export no MCP; ali a transclusão, o [files] e a numeração de figuras não são resolvidos, porque quem os resolve é a janela.

Edição formatada

Ver o vídeoSua primeira nota 00:24

Edição formatada (WYSIWYG): o quarto modo mostra a nota como ela fica — título com corpo de título, lista com marcador, tabela como grade e imagem no meio do texto —, e não a marcação. O arquivo continua sendo o mesmo .md: quem grava é o LightNote, não o Qt, e por isso negrito, itálico, wikilink, transclusão e callout sobrevivem à ida e volta. Entrar no modo e sair sem editar não muda um byte do arquivo. A barra oferece só o que o Markdown representa — título, negrito, itálico, tachado, código, listas (com caixa de tarefa), citação, link, tabela e linha horizontal; alinhamento, recuo e tamanho de fonte ficam de fora porque se perderiam ao salvar.

Dentro de uma tabela, Tab anda de célula e cria a linha seguinte na última. Enter no vazio ao lado da tabela — onde o cursor cai ao clicar à direita de uma linha — acrescenta uma linha ao fim dela, com o cursor na primeira célula. Dentro de uma célula, o Enter quebra a linha ali mesmo (vai para o arquivo como <br>, a única forma que a tabela do Markdown aceita) e o Ctrl+Enter cria a linha de baixo, com o cursor na mesma coluna. Passando o mouse pela tabela aparecem alças discretas: à esquerda da linha, um par de setas que a move para cima ou para baixo — e que também se arrasta para levá-la a outra posição; acima da coluna, o par que a move para os lados; e um + na borda de baixo e outro na da direita, que acrescentam linha e coluna. A primeira linha é o cabeçalho e não se move. Tudo isso também está no menu de contexto, em Tabela — que traz ainda Remover a tabela, o caminho seguro para tirar a tabela inteira.

Numa caixa (<details> ou :::), a última linha fecha a caixa e não se apaga: ela está ali para o conteúdo de baixo não ser engolido pela caixa. Para desfazer a caixa mantendo o texto, use Remover a caixa no menu de contexto. Enter cria linha, sempre. Num item de lista vazio ele sai da lista sem criar linha — como no Word —, e num parágrafo vazio ele cria a linha vazia. Uma linha em branco do arquivo é a separação normal entre parágrafos e não aparece como linha vazia; da segunda em diante ela aparece, e volta para o arquivo como você a escreveu.

Arrastar a borda direita de uma imagem a redimensiona, e a largura vai para o arquivo como ![alt|300](foto.png). A barra tem doze controles: negrito, itálico e cabeçalho diretos, e dois menus que dividem o resto pelo que eles fazem — Formatar age sobre o que já está escrito (marcas, listas, citação, alinhar tabela e as operações de Texto) e Inserir cria coisa nova (link, imagem, tabela, bloco, diagrama, fórmula, destaque). Alinhar tabela e o menu Texto continuam sendo do editor de texto: aqui eles aparecem desabilitados, com o motivo. Esmaecer a marcação foi para o botão Exibição, ao lado da coluna de leitura e da máquina de escrever, que valem nos quatro modos. E o menu Inserir oferece aqui o mesmo que no editor de texto — realce, sobrescrito, subscrito, wikilink, nota de rodapé, destaque (callout), bloco recolhível, sumário e lista de definição —, tudo o que este modo já sabia mostrar e não sabia criar.

O que o modo de leitura mostra, a edição formatada mostra também. O emoji :fire: aparece como 🔥, ==realce== como marca amarela, ^2^ e ~2~ como sobrescrito e subscrito, #etiqueta como pílula e um endereço da web solto como link. O arquivo continua com a forma escrita: abrir a nota não reescreve nada. Editar por dentro de um trecho representado preserva a marcação — digitar no meio de um realce continua realçando — e o que se digita logo depois dele fica de fora. O comentário %%…%% continua visível, esmaecido: escondê-lo o tornaria invisível e ineditável.

Callouts viram caixa também na edição formatada. Uma citação que começa com > [!NOTE] — ou [!TIP], [!IMPORTANT], [!WARNING], [!CAUTION] — aparece com barra e título coloridos, como no modo de leitura: o marcador dá lugar ao rótulo do tipo, ou ao seu próprio título quando você escreve > [!TIP] Meu título. O arquivo continua com o marcador escrito, e editar o título preserva o tipo do callout. Os nomes de caixa do Obsidian e do MkDocs também são entendidos: [!SUCCESS], [!ABSTRACT], [!FAILURE], [!QUESTION] e os apelidos deles (tldr, missing, faq) caem na caixa mais próxima, então a nota que veio de lá já aparece colorida — e, ao exportar, cada destino recebe o nome que ele conhece.

Este é o modo padrão de uma instalação nova. Quem já usava o LightNote mantém o modo que tinha; para trocar, use Configurações → Geral → Visão inicial do Markdown. Clicar num título do Sumário salta dentro do próprio modo, sem tirar você da edição formatada nem da leitura.

Alinhar a coluna de uma tabela. Com o cursor dentro da tabela, o menu de contexto traz Tabela → Alinhar coluna: À esquerda, Centralizado, À direita ou Padrão. O alinhamento e' da coluna inteira — e' assim que o Markdown o representa — e vai para o arquivo na linha separadora (:--, :-:, --:); Padrão volta ao ---. A marca no menu diz qual esta' em vigor: na tela, uma coluna --- e uma :-- se parecem.

O Sumário mostra o que está na tela. A lista de cabeçalhos vem da superfície que você está vendo: na edição formatada, um título recém-digitado aparece na hora, sem esperar o texto chegar ao editor de texto; no modo de leitura, ela inclui também os títulos das notas transcluídas com ![[nota]], que fazem parte do que você lê. Clicar num item leva ao cabeçalho certo nos dois casos. E no modo dividido a rolagem passou a ser de mão dupla: rolar a leitura leva o editor de texto junto, como já acontecia no sentido contrário.

A marcação vira formato enquanto você digita. Escrever **teste** aplica negrito e some com os asteriscos; o mesmo vale para *itálico*, ~~tachado~~, `código` e as formas com underline. No início da linha, #  a ######  viram título, -  e 1.  viram lista (o número digitado é onde ela começa), - [ ]  vira tarefa com caixa, >  vira citação e --- sozinho vira linha horizontal ao teclar Enter. Os marcadores que desenham alguma coisa já valem no espaço; só o título espera a primeira letra, porque um título vazio não mostraria nada.

Ctrl+Z desfaz só a conversão e devolve a marcação literal — é a saída de quem queria mesmo escrever os asteriscos. Colar também converte: um texto com marcação colado entra formatado, sem os marcadores. Aqui a regra é mais cautelosa que na digitação — só dispara com marcação inequívoca —, porque ao colar você não vê o resultado se formar: assim um trecho de código, cheio de * e _, continua sendo código. Dentro de um bloco de código nada é convertido, porque ali a marcação é o assunto. Para desligar tudo: Configurações → Geral → Converter a marcação ao digitar.

Do Word, do Google Docs ou de uma página, o que chega é o texto com a estrutura: título, lista (inclusive a do Word, que por baixo não é lista nenhuma), tabela, link, código na linha e bloco de código com a linguagem. A fonte, o tamanho e a cor da origem ficam de fora — o Markdown não os representa, e mantê-los deixaria um trecho em Arial azul que some ao salvar. A imagem que vem junto vira anexo da nota quando o Word ou o navegador a deixou na pasta temporária, que se esvazia sozinha; a que aponta para a internet continua apontando, e o menu de contexto dela oferece Baixar a imagem para o espaço.

Imagens, links e wikilinks

Ver o vídeoLigar notas 00:22

Imagem e link. Há três caminhos para pôr uma imagem: Inserir → Imagem… na barra, digitar ![](foto.png) ou arrastar o arquivo para dentro da nota — arrastar uma imagem insere a imagem, arrastar uma nota .md insere um [[wikilink]], e qualquer outro arquivo vira um link clicável com o nome do arquivo como rótulo — e, soltando vários de uma vez, cada um fica na sua linha. O caminho gravado é relativo à pasta da nota sempre que possível, para a nota continuar abrindo depois de mover o vault. O endereço de um link não aparece no texto (o que se vê é o rótulo), então ele é mostrado na barra de status ao passar o mouse, e Ctrl+clique abre: endereço da web vai ao navegador, caminho local abre no LightNote.

Editar um link já feito: ponha o cursor nele e use o botão Link (ou Editar link… no menu de contexto) — a janela abre com o texto e o endereço preenchidos. O menu de contexto sobre um link também traz Copiar endereço e Remover o link, que desfaz o link e deixa o texto. Sobre um [[wikilink]] ele traz Abrir a nota e Copiar o alvo; sobre uma #etiqueta, Buscar a etiqueta e Copiar a etiqueta. Sobre uma imagem há Texto alternativo… — que não aparece no modo formatado, mas vai para o arquivo e para a busca — e, depois de arrastar a alça, Tamanho original, que devolve a imagem ao tamanho dela. Sobre uma imagem de endereço da web aparece Baixar a imagem para o espaço: o arquivo vai para Anexos/ ao lado da nota e a nota passa a apontar para ele — sem isso ela dependeria de a URL continuar existindo. E há o caminho mais curto de todos: selecione um texto e cole um endereço — ele vira [texto](endereço) em vez de substituir a seleção. Vale nas duas superfícies de edição. Enquanto ela não é baixada, a imagem da web aparece como um cartão com o endereço e o caminho do menu — o LightNote não vai à rede para renderizar uma nota, e antes o lugar ficava com a caixinha vazia de imagem quebrada, sem dizer o que fazer.

E dá para desfazer a marcação. No menu Formatar, os itens Realce, Sobrescrito e Subscrito aparecem marcados quando o cursor está dentro de um deles, e clicar ali tira a marcação em vez de aplicá-la outra vez. Pelo teclado há o caminho rápido: com o cursor no fim de um trecho formatado, Ctrl+Shift+Backspace devolve a marcação literal menos um caractere — negrito vira **negrito* em texto comum — e completar o delimitador que falta forma tudo de novo. Vale para negrito, itálico, tachado, código, realce, sobrescrito e subscrito. O Backspace sozinho apaga uma letra, ali como em qualquer outro lugar.

Editar o diagrama sem sair da nota. Um diagrama Mermaid ou uma fórmula $$…$$ aparecem desenhados no editor formatado; para mexer na fonte, ponha o cursor neles e tecle Ctrl+Enter — ou use Editar este bloco… no menu de contexto. A barra de baixo mostra o texto, a nota fica travada enquanto ela está aberta, e fechá-la (✕, Esc, Ctrl+Enter, um clique na nota) aplica: o caminho de volta é o Ctrl+Z. No mesmo menu, Extrair para nova nota… grava o trecho selecionado numa nota ao lado desta e deixa um [[wikilink]] no lugar — a marcação vai junto, então título, lista e tabela chegam inteiros na nota nova. O campo mostra só o conteúdo: as linhas ```mermaid e ``` (ou os $$) viraram o seletor de tipo no cabeçalho da barra, que também troca entre diagrama, fórmula e bloco de código. O Enter mantém a indentação da linha, que numa linguagem indentada como o Mermaid é o gesto de toda linha. E o menu de contexto do bloco traz Copiar o código Markdown e Copiar a imagem — o código cola em qualquer editor de Markdown e volta a desenhar; a imagem cola num e-mail ou num chat. Os dois valem também no modo de leitura.

Pedir a alteração à IA. Com a barra do bloco aberta, o botão IA no cabeçalho abre uma linha onde você escreve o que mudar — “acrescente um caminho de erro que volta ao início”, “troque a soma por uma integral” — e o Enter envia. Ao lado do campo, um botão mostra qual IA vai responder: o menu dele troca de assistente só para este bloco, sem mexer na sua IA padrão, e traz Ver o que será enviado. Vale olhar, porque a IA recebe o bloco, o título e a seção da nota e o texto em volta — é isso que permite pedir que o diagrama reflita o que está escrito ali. A resposta entra no campo e o desenho se refaz na hora: o Ctrl+Z devolve o que você tinha escrito. O LightNote confere a resposta com o próprio renderizador e, quando ela não desenha, pede uma correção dizendo ao modelo a linha e o comando recusados — insistindo, ele escreve a resposta assim mesmo e deixa o motivo na barra, para você consertar as duas linhas à mão. O botão só aparece em diagrama, fórmula e estrutura química.

Apontar para uma seção, e etiquetar pelas propriedades. [[Nota#Seção]] abre a nota naquela seção — a âncora nomeia o texto do cabeçalho — e ![[Nota#Seção]] transclui só ela (até o próximo cabeçalho de nível igual ou menor, com os subtítulos junto). Âncora que não casa nenhum cabeçalho avisa na barra de status, e a transclusão fica como está: trazer a nota inteira ali seria entregar outra coisa em silêncio. E as tags: do frontmatter agora contam como etiquetas da nota, nas duas grafias (tags: [a, b] e a lista em linhas) — elas entram nas Bases, na busca por etiqueta e no que o assistente enxerga, junto com as #etiquetas do corpo. Sem o nome da nota, a âncora aponta para a própria: [[#Conclusão]] salta para aquela seção sem abrir aba nenhuma, e ![[#Conclusão]] traz a seção para onde você está. E a âncora aninha: [[Tese#Método#Amostra]] é a Amostra que está dentro de Método, e não a primeira com esse nome na nota. A terceira forma aponta para um bloco: uma linha que termina em ^id (ou um ^id sozinho logo abaixo do bloco) é o alvo de [[Nota#^id]]. O LightNote não cria esses identificadores — ele leva você até o que você escreveu. E a âncora de um alvo que não é nota é o endereço dentro dele: [[artigo.pdf#page=3]] abre o PDF naquela página.

Wikilinks: digite [[ para autocompletar com as notas do espaço; o link fecha sozinho com ]]. Segure Ctrl e clique num [[nota]] para abrir a nota correspondente. O painel de Links mostra as conexões entre as notas. A figura embutida do Obsidian também aparece: ![[foto.png]] é desenhada como imagem, e ![[foto.png|300]] respeita a largura. O arquivo continua com o que você escreveu — o caminho da imagem nunca é gravado no lugar do token.

E o anexo que não é imagem vira um cartão: ![[artigo.pdf#page=3]], ![[aula.ogg]] e ![[mapa.canvas]] aparecem como uma caixa com o nome do arquivo, clicável — e o PDF abre na página que você apontou. O .canvas e o .base do Obsidian trazem uma linha a mais, dizendo que o arquivo continua na pasta e que o LightNote não o desenha. Um alvo que não existe continua como você escreveu: um cartão ali prometeria um arquivo que se perdeu. No meio de uma frase, a figura aparece do mesmo jeito e o anexo vira só o nome do arquivo, que o Ctrl+clique abre: um cartão ali partiria o parágrafo. A mesma nota por outro nome: escreva aliases: [Amostragem, Método de amostra] nas propriedades da nota e [[Amostragem]] passa a abri-la — o apelido entra também no autocompletar de [[. Um arquivo que se chame assim sempre vence o apelido. Os apelidos saem do índice da pasta, que o app reconstrói em segundo plano ao abrir o espaço: um aliases: recém-escrito resolve na varredura seguinte, e não no mesmo segundo.

Painel Etiquetas

O painel Etiquetas. A faixa da barra lateral tem uma seção Etiquetas: a árvore de todas as #etiquetas das suas notas, aninhada por / (#projeto/alfa e #projeto/beta viram ramos de projeto), com o número de notas ao lado — contadas por nota, não por ocorrência. Selecionar uma etiqueta lista embaixo as notas que a têm (o pai mostra também as dos ramos); duplo clique abre a nota. O painel lê o índice, então enxerga as duas fontes: as #etiquetas do corpo e as tags: do frontmatter. Ctrl+clique numa etiqueta dentro de uma nota abre este painel já com ela selecionada — antes ele abria a busca textual por #etiqueta, que não acha a nota que declara a etiqueta no frontmatter. Para a ocorrência literal no texto, continue usando a busca global.

Caixas, notas de rodapé e marcação rica

Leitura rica: blocos de código entre cercas aparecem numa caixa com rótulo da linguagem e link copiar; ~~tachado~~ e ==realce== são renderizados; e callouts do estilo GitHub (> [!NOTE], [!TIP], [!WARNING], [!IMPORTANT], [!CAUTION]) viram caixas coloridas. Tags #hashtag são realçadas e, com Ctrl+clique, abrem a busca por aquela tag; o bloco de frontmatter YAML no topo (---) é realçado. Na barra da aba há um botão para exportar a nota em PDF/HTML, uma coluna de leitura centrada alternável e os modos de exibição da nota. O modo Zen (F11) e a rolagem máquina de escrever ajudam a escrever sem distrações.

Notas de rodapé saltam nos dois sentidos. A referência [^1] aparece como um número sobrescrito, e Ctrl+clique nela leva até a definição; na definição, o marcador [^1]: continua visível — é o alvo do salto, e você precisa vê-lo para saber que nota está editando — e Ctrl+clique nele volta para a referência. Ao contrário de muitos visualizadores de Markdown, o editor não renumera as notas nem move as definições para o fim: a ordem do arquivo é sua. A grafia inline do Obsidian e do Pandoc — ^[o texto da nota] — também desenha: você escreve o texto no ponto em que chama a nota, e no modo de leitura ele aparece numerado no fim. O arquivo continua com o que você escreveu, e na exportação ela vira nota de rodapé de verdade no Word, no LaTeX, no Typst e no EPUB.

A admonição do MkDocs (!!! note com o corpo indentado por 4 espaços) é preservada como está escrita na edição formatada: a indentação é o que faz o corpo pertencer à admonição, então o texto dela não ganha formatação rica — em troca, abrir a nota e salvar não desfaz a construção.

As caixas com fechamento também aparecem como caixa. :::tip … ::: (Docusaurus) e <details> … </details> ganham barra e título coloridos, nas duas grafias — a compacta e a com linhas em branco. O marcador de abertura dá lugar ao rótulo do tipo, ao título que você escreveu ou ao texto do <summary>; o de fechamento sai da tela e continua no arquivo, porque a marcação que o app escreve não deve ficar literal na página. O que resta é a última linha da caixa: é ela que delimita a caixa, é onde se põe o cursor para continuar escrevendo dentro dela, e ela não se apaga — sem ela, o conteúdo de baixo seria engolido. Para desfazer a caixa mantendo o texto, use Remover a caixa no menu de contexto. O : da lista de definição continua esmaecido. O <summary> precisa estar na mesma linha do <details> para virar o título: numa linha própria ele aparece como está escrito, e a caixa fica com o rótulo padrão.

HTML inline e bloco de código. <kbd>, <mark>, <sub> e <sup> aparecem renderizados também na edição formatada — as etiquetas somem e fica só o conteúdo, como no modo de leitura. O bloco de código cercado ganha uma caixa, com o nome da linguagem e um copiar no canto — o mesmo link na edição formatada e no modo de leitura, que é onde mais se copia código. Ele leva só o miolo da cerca (sem os marcadores) e diz copiado por um instante; os dois rótulos só aparecem quando cabem sem escrever por cima do código.

Mais na leitura: o bloco de frontmatter YAML do topo não aparece na nota renderizada — ele é editado no painel Propriedades. As tags #hashtag viram etiquetas clicáveis que abrem a busca por aquela tag (o mesmo que Ctrl+clique no editor). Comentários no estilo do Obsidian (%%isto não aparece%%, ou um bloco entre linhas com %%) ficam só no arquivo. Além dos callouts do GitHub, as caixas dos dialetos do Docusaurus (:::tip Título … :::) e do MkDocs (!!! note "Título" com o corpo indentado, e ??? note) também são renderizadas — útil para ler repositórios de documentação.

Novidades da leitura: além de ~~tachado~~ e ==realce==, funcionam sobrescrito ^x^, subscrito ~x~, emoji por atalho em inglês (:rocket:), autolink de URLs, notas de rodapé [^1], blocos recolhíveis <details>, listas de definição, tarefas - [ ]/- [x] (⬜/✅) e o token [TOC] (sumário clicável na leitura); também imagens locais e HTML inline (<kbd>, <mark>…). O painel Sumário (barra da aba) navega pelos cabeçalhos acompanhando o cursor, e o botão Inserir (ou o menu de contexto → Formatar/Inserir) aplica qualquer marcação.

Cabeçalhos, pasta e texto

Cabeçalhos fixos (sticky scroll): ao rolar, os cabeçalhos que contêm a linha do topo ficam presos numa faixa no alto do editor; clicar num deles salta para a seção (ligue/desligue em Configurações → Markdown). O menu de contexto de uma pasta na árvore cria/abre a Nota da pasta (index.md com frontmatter), útil como índice.

Nota de pasta e lista de arquivos: dar duplo-clique numa pasta abre a sua index.md, se existir. Dentro de qualquer nota, o token [files] (ou [arquivos]) sozinho numa linha é trocado na edição formatada e na leitura pela lista dos arquivos da pasta da nota, como links clicáveis — gerada na hora, sem gravar nada no arquivo (igual ao [TOC]).

Operações de texto e de linha. As mesmas operações do editor de código valem na nota — pelo submenu Texto do botão Formatar da barra da aba, pelo menu de contexto e pelos submenus Linhas e Limpeza do menu Editar: mover a linha (ou as linhas selecionadas) para cima/baixo (Ctrl+Shift+↑/↓), duplicar (Ctrl+Shift+D), deletar (Ctrl+Shift+L), ordenar (A→Z / Z→A), inverter a ordem, juntar linhas, remover linhas duplicadas ou vazias, aparar espaços e caixa (MAIÚSCULAS/minúsculas/inverter). Numerar linhas… abre um diálogo com início, passo, zeros à esquerda e separador — com o padrão (". ") o resultado é uma lista numerada Markdown válida. Com uma seleção, a operação atua só nela (expandida a linhas inteiras); sem seleção, no documento todo — sempre num único passo de desfazer. A barra da aba também traz o botão IA: Perguntar / Editar com IA — o mesmo Ctrl+K / Ctrl+I do código — e Perguntar às notas, o chat que responde usando as notas do espaço.

Sugerir título e etiquetas. No mesmo botão IA da nota, Sugerir título e etiquetas… pede ao assistente padrão um título e etiquetas para a nota aberta. Ele lê a nota (numa nota longa, o começo e o fim) e a lista das etiquetas que você já usa no espaço, e prefere reaproveitá-las a inventar sinônimos. A sugestão aparece numa janela pequena, editável: troque o título, desmarque ou corrija as etiquetas. Aplicar grava title: e tags: nas propriedades da nota — as etiquetas são somadas às que ela já tem, nunca as substituem — e, se a nota não tem título nem cabeçalho # …, oferece pôr o título também no topo. É uma edição só: Ctrl+Z desfaz. Sem nenhuma IA configurada, o item oferece conectar uma. O texto da nota sai da máquina se o assistente for um serviço na nuvem; com um modelo local, não sai.

Cabeçalhos dobráveis: clique na setinha à esquerda de um cabeçalho (ou use Ctrl+Shift+[ / Ctrl+Shift+]) para recolher e expandir a seção; em Exibir há Recolher/Expandir todos os cabeçalhos. A dobra é só visual — nunca é escrita no arquivo — e o LightNote a lembra entre sessões. Saltar do Sumário ou da busca para dentro de uma seção recolhida a expande.

Fichário: a pasta como obra

O que é: uma pasta cujas notas são capítulos, numa ordem que você declara. Serve para um livro, um TCC, uma apostila, um manual, um runbook ou um diário de bordo — o mecanismo é o mesmo. No menu de contexto da pasta, Transformar em Fichário abre uma tela com as notas na ordem atual: arraste para reordenar e confirme. A ordem é gravada na chave chapters: (também capitulos:) do index.md da pasta — um arquivo de texto seu, que viaja com as notas e continua valendo em qualquer máquina. Uma subpasta também pode ser nomeada na ordem: os capítulos dela entram na posição em que ela aparece, e ela declara a própria ordem no index.md dela — é assim que um livro ganha partes. A capa de uma subpasta não vira página do documento; ela serve para declarar a ordem daquele nível e para navegar.

Navegar: com a ordem declarada, a barra da nota mostra Capítulo 3 de 12, com uma seta de cada lado (Alt+PgUp e Alt+PgDn); o botão do meio lista todos os capítulos. O painel Sumário passa a mostrar dois níveis: os capítulos da obra e, sob o que está aberto, os cabeçalhos dele. Nas pontas da obra a seta fica cinza. Numa pasta sem ordem declarada nada disso aparece, e tudo continua como sempre foi.

O modelo das notas: o Fichário pode declarar de que modelo nascem as notas criadas dentro dele (a chave template:, também modelo:). Há cinco modelos prontos — capítulo de livro, capítulo de TCC, aula, passo de procedimento e entrada de diário —, e escolher um deles o grava como arquivo na pasta Modelos, onde ele fica editável. Uma nota criada dentro do Fichário entra na ordem sozinha; um arquivo largado ali de fora fica em Fora da ordem até você adotá-lo. Renomear um capítulo acerta a chave e preserva a posição dele. Para partir de uma obra pronta, Estruturar a partir de um modelo… (no menu de contexto da pasta) grava as duas chaves de uma vez — a ordem e o modelo dos capítulos —, preservando a capa que você já tiver escrito; e enquanto houver capítulo declarado que ainda não existe, o Sumário traz um botão que cria todos de uma vez, cada um já a partir do modelo da pasta. Nada é sobrescrito: o capítulo que já está lá fica como está.

Compilar num documento só: ao exportar a pasta, a caixa Juntar os capítulos num documento só produz um arquivo com os capítulos na ordem declarada. Como o texto é juntado antes de ser renderizado, as notas de rodapé, as figuras, as tabelas e as citações passam a ser numeradas no documento inteiro — e uma referência cruzada de um capítulo para a figura de outro passa a funcionar. O que não está na ordem declarada fica de fora, e o relatório diz o quê.

Propriedades, tema e zoom

Propriedades da nota: a mini-barra Propriedades mostra o frontmatter YAML como campos tipados (texto, número, data, caixa de seleção), com a caixa Tipo no topo. Definir o tipo e as propriedades é o que permite reunir as notas numa Base.

Tema da nota: a caixa Tema do painel Propriedades define a aparência desta nota — as cores e a fonte do texto — sem mexer no tema do restante do aplicativo. A escolha vai para o frontmatter (a chave theme), então ela viaja com o arquivo: a nota abre igual em qualquer máquina. O botão ao lado grava as cores dentro da própria nota, para que ela fique igual até para quem não tem esse tema. Sem a chave, a nota segue o tema do espaço. Se preferir que notas vindas de fora não mudem o seu visual, desligue Respeitar o tema declarado na nota em Configurações → Markdown.

Tema que o LightNote ainda não conhece: a lista de temas é um único arquivo baixado do site, então uma nota que cita um tema publicado depois da sua última atualização simplesmente não o encontra. Nesse caso a nota abre com o tema do espaço e o painel Propriedades avisa, com um atalho para ver os temas disponíveis. O LightNote procura a lista atualizada sozinho — uma vez por sessão, em segundo plano e sem travar a nota. Se preferir que ele nunca busque nada, desligue Buscar catálogo de ferramentas online em Configurações → Recursos.

Ctrl++ e Ctrl+− (ou Ctrl+roda do mouse) mudam o tamanho da nota, e Ctrl+0 volta a 100% — útil para ler uma nota longa sem mexer na fonte de todas. O editor e a leitura escalam juntos: no modo dividido os dois lados continuam do mesmo tamanho. Um <svg> escrito direto na nota também é desenhado na leitura: dá para colar um gráfico gerado por IA sem virar arquivo à parte.

Quantas palavras, e onde. A barra de status conta as palavras da nota e estima o tempo de leitura; ao lado, seção N é a contagem da seção em que o cursor está — a mesma que o Sumário destaca, do cabeçalho até o próximo de nível igual ou maior. Declarando uma meta diária em Configurações → Notas e escrita, aparece também hoje N/M: o que cresceu nas notas que você abriu hoje. Apagar não desconta — revisar o próprio texto não pode virar castigo —, nota que você não abriu não entra, e à meia-noite a conta zera.

Índice

Edição

Ferramentas

Automação (IA / scripts)

Referência